Internacional Bebê afegão entregue a soldado dos EUA continua desaparecido

Bebê afegão entregue a soldado dos EUA continua desaparecido

Família do pequeno Sohail mora atualmente no estado norte-americano do Texas e busca paradeiro do filho

Reuters
Pais de Sohail não sabem do paradeiro do filho desde agosto

Pais de Sohail não sabem do paradeiro do filho desde agosto

Omar Haidari/via Reuters - 19.8.2021

A família dos afegãos Mirza Ali Ahmadi e Suraya se viu no meio de uma multidão caótica diante dos portões do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, no dia 19 de agosto quando um soldado dos Estados Unidos situado em uma cerca alta perguntou se eles precisavam de ajuda.

Temendo que Sohail, um bebê de dois meses, fosse esmagado pela multidão, eles o entregaram ao militar, pensando que logo chegariam à entrada com os outros quatro filhos, localizada a meros cinco metros de distância.

Mas naquele momento, disse Mirza Ali, o Talibã, que havia tomado o país rapidamente enquanto os soldados dos EUA se retiravam, começou a repelir centenas de pessoas que queriam escapar. O restante da família levou mais de meia hora para chegar do outro lado da cerca do aeroporto.

Uma vez do lado de dentro do aeroporto, não conseguiram encontrar Sohail em lugar nenhum.

Mirza Ali, que disse que trabalhou como segurança da embaixada norte-americana durante 10 anos, começou a perguntar desesperadamente a toda autoridade que encontrava sobre o paradeiro do bebê.

Ele disse que um comandante militar lhe disse que o aeroporto era perigoso demais para um bebê e que este poderia ter sido levado a uma área especial para crianças — vazia quando a família chegou lá.

"Ele caminhou comigo por todo o aeroporto para procurar em todo lugar", contou Mirza Ali em uma entrevista com a ajuda de um tradutor. O pai do menino disse que nunca soube o nome do comandante, já que não fala inglês e dependia de colegas afegãos da embaixada para se comunicar.

A família se encontra atualmente no Estado norte-americano do Texas e aguarda para se estabelecer nos EUA, onde não tem parentes.

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