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Internacional Biden adverte que crise da covid-19 vai 'piorar antes de melhorar'

Biden adverte que crise da covid-19 vai 'piorar antes de melhorar'

Presidente eleito dos EUA ressaltou que o número de mortes no país tem batido os recordes e se aproxima dos 400 mil

  • Internacional | Da EFE

Biden disse que EUA estão em meio a "inverno sombrio" por conta da covid-19

Biden disse que EUA estão em meio a "inverno sombrio" por conta da covid-19

Robert Deutsch / EFE - EPA - Arquivo

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta sexta-feira (15) que o país ainda está em um "inverno muito sombrio" devido à pandemia do novo coronavírus e advertiu que a situação vai "piorar antes de melhorar".

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Biden fez um pronunciamento em Wilmington, no estado de Delaware, onde vive, um dia depois de apresentar o chamado "Plano de Resgate Americano", de US$ 1,9 trilhão (cerca de R$ 10 trilhões), para ser aplicado no combate à pandemia de covid-19 e em ações de estímulo à economia do país.

"Ainda estamos em um inverno muito sombrio. As taxas de infecção aumentaram em 34%, e mais pessoas estão agora em hospitais por causa da covid do que nunca", disse Biden, que assumirá a presidência na próxima quarta-feira (20).

Números assustadores

O político do Partido Democrata destacou que nos Estados Unidos há uma média diária de "entre 3.000 e 4.000 mortes" e que o país se aproxima "do marco fatal de 400.000 mortes".

De acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins, o país é o mais afetado pela pandemia em todo o mundo, com 23,4 milhões de contágios e 391.098 mortes.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão do governo americano, advertiram na sexta-feira que uma variante muito mais contagiosa do coronavírus, identificada pela primeira vez na Grã-Bretanha, pode se propagar rapidamente nos EUA e se tornar o vetor dominante de infecção dentro de dois meses.

Estas projeções são especialmente preocupantes para lares de idosos e hospitais, muitos dos quais já estão operando na capacidade máxima ou perto dela.

"Quero enfatizar que estamos profundamente preocupados que esta linhagem se torne mais transmissível e possa acelerar os surtos nos Estados Unidos nas próximas semanas", disse Jay Butler, Diretor Adjunto de Doenças Infecciosas dos CDC.

"Pedimos às pessoas que percebam que a pandemia não acabou e que não é hora de jogar a toalha", acrescentou.

Biden, por sua vez, citou as famílias que perderam um ente querido e disse que compartilha "a frustração que todos nós sentimos", porque, "quase um ano depois, ainda estamos longe de voltar ao normal".

Meta de vacinação

O presidente eleito reiterou que a distribuição da vacina nos EUA foi um "fracasso retumbante", mas prometeu conseguir a aplicação de 100 milhões de doses nos primeiros 100 dias de seu mandato.

"Estou convencido de que podemos fazê-lo", frisou.

Biden disse que, uma vez empossado, trabalhará imediatamente com os estados para abrir as vacinas aos grupos de maior prioridade e tratar a lacuna de distribuição que está ocorrendo com a abertura de mais locais de vacinação.

"Há dezenas de milhões de doses de vacina não utilizadas em um freezer, enquanto as pessoas que querem e precisam da vacina não conseguem obtê-la", afirmou.

O democrata também prometeu que após seu primeiro mês no cargo haverá 100 centros de vacinação espalhados por todo o país em ginásios escolares, estádios e centros comunitários, e que serão disponibilizadas clínicas móveis para atender comunidades de difícil acesso.

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