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Internacional Biden defende a democracia em discurso na Cúpula das Américas

Biden defende a democracia em discurso na Cúpula das Américas

Presidente dos EUA reforça a união do bloco, apesar de conflitos: 'Abordamos nossas divergências com respeito mútuo'

  • Internacional | Do R7, com informações de EFE e AFP

Resumindo a Notícia

  • Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursou nesta quarta (8) na Cúpula das Américas
  • Líder americano destacou a importância da democracia no atual momento
  • Biden ressaltou a importância e o desejo de fortalecer as parcerias econômicas no continente
  • Líder dos EUA promete novidades sobre migração, em discurso que fará na sexta (10)

Patrick T. Fallon / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursou nesta quarta-feira (8) na Cúpula das Américas, em Los Angeles, na Califórnia. O evento, ainda que com o boicote de alguns líderes do continente, reúne importantes chefes de Estado das Américas Central, do Norte e do Sul.

Em sua fala, Biden convocou os líderes da América Latina e do Caribe a se unirem e demonstrarem que a democracia "é o ingrediente essencial para o futuro". "Nossa região é grande e diversificada. Nem sempre concordamos em tudo, mas em uma democracia abordamos nossas divergências com respeito mútuo e diálogo", discursou.

"A democracia é uma marca da nossa região", como consta na Carta Democrática Interamericana, disse o presidente durante abertura da cúpula, marcada por música e pela participação de jovens e crianças.

Biden exortou os participantes a se unirem "em torno de ideias ousadas, ações ambiciosas, para demonstrar ao nosso povo que o incrível poder das democracias oferece benefícios concretos e melhora a vida de todos".

"Não é mais apenas uma questão de o que os Estados Unidos farão pelas Américas. A questão é o que podemos alcançar trabalhando juntos como verdadeiros parceiros com diversas habilidades, mas com respeito mútuo e igual, reconhecendo nossa soberania individual e nossas responsabilidades", continuou.

Biden também anunciou mais de 300 milhões de dólares (cerca de R$ 1,4 bilhão) em ajuda alimentar para a região, que viu os preços dispararem devido à guerra da Rússia na Ucrânia, uma vez que ambos os países são dois dos maiores produtores de trigo do mundo.

Além disso, propôs uma reforma do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), visando dar ao setor privado um papel maior no desenvolvimento do continente.

Ele também mencionou a declaração sobre migração que planeja adotar na sexta-feira (10), com uma abordagem "inovadora" para gerenciar o problema e compartilhar responsabilidades.

"Representa um compromisso mútuo de investir em soluções regionais que melhorem a estabilidade" e "aumentem as oportunidades de migração segura e ordenada", bem como reprimir o tráfico de pessoas.

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