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Internacional Biden e Putin se reúnem em cúpula virtual nesta terça-feira (7)

Biden e Putin se reúnem em cúpula virtual nesta terça-feira (7)

Em meio à especulação sobre ataque, líderes irão discutir conflito que envolve a Rússia e a Ucrânia 

AFP
Joe Biden e Vladimir Putin participam de reunião virtual nesta terça-feira (7)

Joe Biden e Vladimir Putin participam de reunião virtual nesta terça-feira (7)

Evelyn Hockstein/Reuters - 23.11.2021 Sputnik/Mikhail Metzel/Pool via Reuters - 12.11.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da Rússica, Vladimir Putin, participarão de um encontro virtual nesta terça-feira (7) para discutir o conflito que envolve a Rússia e a Ucrânia.

O presidente americano e seu colega russo já conversaram diversas vezes por telefone e se encontraram em junho em Genebra, uma reunião que a administração Biden considerou positiva no processo para criar uma relação "estável e previsível".

Desta vez, no entanto, o encontro acontecerá em um momento complexo, no formato de videoconferência a partir das 10H00 de Washington (12H00 de Brasília).

Washington e Kiev acusam Moscou de mobilizar tropas na fronteira com a Ucrânia para atacar o país, repetindo o cenário de 2014, quando os russos anexaram a península da Crimeia. Desde então, mais de 13 mil pessoas morreram devido ao conflito.

Os analistas se mostram divididos: muitos pensam que Vladimir Putin está exagerando, mas poucos descartam por completo a hipótese de um ataque.

Se Moscou passar à ação, um alto funcionário da Casa Branca declarou na última segunda-feira (6) que Washington está disposto a responder.

" Os Estados Unidos responderiam afirmativamente a um aumento da presença militar de seus aliados da Otan no leste da Europa. E depois reforçaria o apoio ao exército ucraniano”, afirmou.

Washington estabeleceria sanções econômicas duras ao regime de Putin, mas diferentes das impostas desde 2014 contra a Rússia, que não têm nenhum efeito.

O alto funcionário da Casa Branca, no entanto, deixou claro que no momento Washington descarta uma resposta militar direta, pois não deseja "estar em uma posição em que o uso direto de suas forças" seja o que prevalece em suas avaliações.

Joe Biden, que já chamou Putin de "assassino", enfrenta em uma situação complexa. O presidente precisa administrar a crise ucraniana com tato para não provocar críticas de seus aliados tradicionais, já indignados após a retirada do Afeganistão, completamente caótica e sem coordenação entre os países.

Joe Biden comunicará pessoalmente ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky o resultado da reunião com Putin. Na segunda-feira ele conversou com aliados europeus para "coordenar a mensagem" e uma "forte solidariedade transnacional", segundo a Casa Branca.

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