Coronavírus

Internacional Biden promete compartilhar vacinas excedentes dos EUA

Biden promete compartilhar vacinas excedentes dos EUA

Presidente dos EUA encomendou mais 100 milhões de doses, mesmo após garantir imunizantes para todos os adultos do país

  • Internacional | Da EFE

Al Drago / EFE - EPA - 10.3.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou nesta quarta-feira (10) que o governo norte-americano compartilhará doses de vacinas contra a covid-19 que excederem a necessidade do país, o que parece provável com base nos contratos negociados.

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"Se tivermos excedentes, vamos compartilhar com o resto do mundo", disse Biden durante um ato na Casa Branca para comemorar o acordo com o qual a farmacêutica Merck Sharp & Dohme ajudará a fabricar a vacina da Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson.

Biden encomendou cerca de 100 milhões de novas doses, que espera receber no segundo semestre, embora o governo já tenha garantido em fevereiro as doses suficientes para vacinar todos os adultos do país.

Excesso de doses

A acumulação de doses por parte dos EUA e outros países ricos gerou preocupação entre alguns especialistas, que advertem que o fenômeno pode estar repercutindo na incapacidade de outros países com menos recursos conseguirem doses suficientes no curto prazo, o que pode aumentar o risco de mutações do coronavírus.

O mandatário disse nesta quarta-feira que o governo americano doará US$ 4 bilhões (cerca de R$ 22,7 bilhões) à aliança Covax para o desenvolvimento e a distribuição equitativa de vacinas até 2022, e que compartilhará com outros países os excedentes que possa ter ao vacinar toda a população americana.

"Isto (a pandemia) não é algo que possa ser parado com uma vala ou um muro, por mais alto que seja. Não estaremos seguros até que o mundo esteja seguro. Vamos garantir inicialmente o cuidado dos americanos, depois vamos tentar ajudar o resto do mundo", declarou.

A nova encomenda da Casa Branca à Johnson & Johnson visa assegurar um fornecimento mais do que suficiente para o caso de Pfizer e Moderna, as outras fabricantes cujas vacinas já foram aprovadas no país, se depararem com problemas de fabricação.

"Muitas coisas podem mudar. Temos que estar preparados", disse Biden.

A porta-voz da Casa Branca Jen Psaki disse durante à imprensa que também é possível que os excedentes de vacinas possam ser utilizados para vacinar menores de idade nos Estados Unidos, uma vez provada a eficácia nessa faixa etária.

O governo Biden também quer reservar unidades caso sejam necessárias para "aumentar a imunidade" daqueles que já foram vacinados, caso seja verificado que a resposta imunológica gerada pelos imunizantes de Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson diminui com o tempo, acrescentou Psaki.

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia no mundo em termos absolutos, com mais de 29 milhões de casos de covid-19 e 528 mil mortes por complicações da doença.

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