Internacional Biden promete defender direitos humanos em reunião com Putin

Biden promete defender direitos humanos em reunião com Putin

Presidente norte-americano e presidente russo se encontram pela primeira vez em 16 de junho em Genebra, na Suíça

AFP
Joe Biden se encontra com Vladimir Putin na Suíça em 16 de junho

Joe Biden se encontra com Vladimir Putin na Suíça em 16 de junho

MANDEL NGAN / AFP

O presidente americano, Joe Biden, se comprometeu neste domingo (30) a afirmar ao colega russo, Vladimir Putin, em seu primeiro encontro de cúpula em 16 de junho, que o governo dos Estados Unidos não permitirá que a Rússia "viole" os direitos humanos.

"Eu vou encontrar o presidente Putin em duas semanas em Genebra e deixarei claro que não vamos, não vamos ficar parados e deixar que abuse destes direitos", afirmou Biden em um discurso.

O presidente democrata também recordou que teve uma longa conversa telefônica em fevereiro com o colega chinês, Xi Jinping.

"Eu deixei claro que não podemos fazer outra coisa exceto defender os direitos humanos em todo o mundo, porque isto é o que somos", disse.

Biden se reunirá com Putin em 16 de junho em Genebra, na Suíça, em um momento de grande tensão entre as duas potências.

O presidente norte-americano quer demonstrar firmeza em relação à Rússia, para estabelecer uma ruptura com seu antecessor Donald Trump, acusado de complacência com o Kremlin.

Embora prometa voltar a adotar sanções contra a Rússia "caso continue interferindo" com a democracia americana - inclusive chamou Putin de "assassino" -, ele garante que não deseja "desencadear um ciclo de escalada e conflito" e insiste em seu desejo de diálogo.

Desde que Biden assumiu o cargo, os Estados Unidos impuseram novas sanções contra Moscou, considerando que ele desempenhou um papel no ataque cibernético massivo da SolarWinds e influenciou a eleição presidencial de 2020.

Além disso, Washington criticou duramente Moscou pelo envenenamento quase fatal e subsequente prisão de um dos últimos opositores declarados de Putin, Alexei Navalny.

As tensões também estão se manifestando na Ucrânia, onde a Rússia já controla trechos de território e recentemente concentrou tropas na fronteira em uma nova demonstração de força.

Outro foco de atenção é a Belarus, dominada pela Rússia, que causou comoção esta semana depois que as autoridades forçaram um avião a pousar para deter um opositor do presidente Alexander Lukashenko a bordo.

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