Internacional Biden quer que metade dos novos veículos sejam elétricos em 2030

Biden quer que metade dos novos veículos sejam elétricos em 2030

Iniciativa tem apoio de três grandes montadoras que anunciaram investimentos para eletrificar a frota de veículos

Agência EFE
Iniciativa dos EUA tem o apoio de três grandes montadoras que investem em veículos elétricos

Iniciativa dos EUA tem o apoio de três grandes montadoras que investem em veículos elétricos

REUTERS/Mark Blinch

A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (5) medidas para que até 2030 seja alcançada a meta de metade de todos veículos novos vendidos nos Estados Unidos sejam elétricos, ou com zero emissão, e reinstaurou rígidos padrões de consumo e emissões que tinham sido eliminados durante a presidência de Donald Trump.

O atual presidente, Joe Biden, deve assinar nesta quinta-feira uma ordem executiva para definir a meta, diante da presença de representantes das fabricantes General Motors (GM), Ford, Stellantis e do sindicato United Auto Workers (UAW).

A iniciativa foi apoiada pelas três grandes fabricantes dos EUA, que nos últimos meses anunciaram milhões de dólares em investimentos para eletrificar os carros o quanto antes.

Leia mais: Embraer apresenta protótipo de carro voador elétrico; veja

Em comunicado conjunto, Ford, GM e Stellantis se comprometeram a "alcançar vendas anuais de 40% a 50%" de veículos elétricos para "levar a nação mais perto do futuro de zero emissão, em linha com os objetivos" do Acordo de Paris sobre o Clima.

Integrantes do governo de Biden reconheceram à imprensa que uma das motivações dos EUA é não permitir que a China domine o mercado dos veículos elétricos, que é visto como o futuro do setor.

As autoridades americanas enfatizaram que enquanto outros, como a União Europeia (UE), estão acelerando os planos de electrificação da indústria para assumir a liderança, a China tenta assegurar o controle da cadeia global de fornecimento de veículos elétricos e baterias.

O presidente da UAW, Ray Curry, disse que a indústria está "em um momento crítico à medida que os países competem para produzir os veículos do futuro" e que os EUA estão "ficando para trás da China e da Europa" à medida que os fabricantes despejam milhares de milhões de dólares na ampliação de mercados e na capacidade de produção.

A Casa Branca explicou que a ordem executiva que Biden assinará vai mudar esta situação e que a meta de 50% de vendas até 2030 "está calibrada" para que as instalações de produção existentes possam se adaptar em segurança.

Além disso, a Agência de Protecção Ambiental (EPA) e o Departamento de Transportes anunciarão nesta quinta-feira a imposição de normas rigorosas de economia de combustível e de emissões para novos veículos que tinham sido eliminados pelo governo de Trump.

Leia mais: Estônia testa ônibus autônomo movido a hidrogênio

De acordo com a Casa Branca, as novas normas proporcionarão lucros líquidos de cerca de US$ 140 bilhões ao poupar 757 mil milhões de litros de gasolina nos próximos cinco anos, além de reduzir 2 bilhões de toneladas de poluição de carbono e melhorar a saúde da população.

O governo dos EUA calcula que cada motorista poupará em média US$ 900 durante o período, utilizando menos combustível nos seus veículos.

A administração Biden afirmou que todas estas medidas reduzirão as emissões de gases do efeito de estufa dos veículos vendidos em 2030 em mais de 60% em comparação com os veículos vendidos em 2020. Isto, por sua vez, levará à meta de Biden de chegar a 2030 com as emissões globais da economia americana entre 50% e 52% menores do que as de 2005.

Últimas