Bolívia volta a registrar maior número diário de mortes por covid

As autoridades locais determinaram a ampliação da chamada 'quarentena dinâmica' e encerraram o ano escolar no país, decisão criticada pela Unesco

Equipes de voluntários fornecem informações sobre o coronavírus na Bolívia

Equipes de voluntários fornecem informações sobre o coronavírus na Bolívia

Juan Carlos Torrejón/ EFE/ 24.07.2020

A Bolívia registrou nesta segunda-feira (3) mais um recorde diário de mortes em decorrência da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, com as 89 que constam no boletim apresentado pelo Ministério da Saúde. Até hoje, o número mais alto eram os 88 óbitos contabilizados na última quarta-feira.

Ao todo, 3.153 pessoas morreram em território boliviano desde o início da pandemia da covid-19. Já a quantidade de casos de infecção no país chegou a 80.153, 1.360 a mais do que o divulgado na véspera pelo governo.

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Os números deixam a Bolívia como um dos países mais afetados do mundo pela propagação do novo coronavírus, em função da população, de pouco mais de 11,3 milhões de habitantes, segundo cálculos da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Na última sexta-feira, as autoridades locais determinaram a ampliação da chamada "quarentena dinâmica", que foi decretada em junho e sucedeu as medidas mais rígidas aplicadas em março. O prazo do mecanismo foi prorrogado até 30 de agosto.

Com isso, seguirão fechadas as fronteiras e o espaço aéreo local, há restrição para circulação de veículos e saídas de casa, além da proibição dos deslocamentos nos fins de semana.

Neste domingo, foi anunciado o encerramento do ano escolar na Bolívia a partir de hoje, uma medida que afeta também a educação à distância. A decisão foi criticada, inclusive pela Unesco.