Internacional Brasil lidera ranking mundial de mortes por armas de fogo

Brasil lidera ranking mundial de mortes por armas de fogo

País teve 43 mil mortes por armas de fogo em 2016; EUA, México, Colômbia, Venezuela e Guatemala ficaram entre os 10 primeiros colocados da lista

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Protesto contra armas nos EUA relembra massacres

Protesto contra armas nos EUA relembra massacres

Getty Images / Scott Eisen / 23.8.2018

Mais de 250.000 pessoas morreram em 2016 por ferimentos relacionados com armas de fogo em todo o mundo, das quais a metade estava em seis países da América: Brasil, Estados Unidos, México, Colômbia, Venezuela e Guatemala, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (28) pelo Journal of the American Medical Association (Jama).

A lista é liderada pelo Brasil, com 43.000 mortos, seguido em suas dez primeiras posições por Estados Unidos (37.200), Índia (26.500), México (15.400), Colômbia (13.300), Venezuela (12.800), Filipinas (8.020), Guatemala (5.090), Rússia (4.380) e Afeganistão (4.050), segundo um comunicado.

O estudo avalia a mortalidade relacionada com armas de fogo entre 1990 e 2016 em 195 países e territórios por idade e sexo, mas exclui as mortes em conflitos, execuções e ações das forças da ordem.

Em ranking mundial de homicídios, Brasil ocupa 13º lugar

O autor principal do estudo, Mohsen Maghavi, do Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME) da Universidade de Washington, afirmou que este "confirma o que muitos afirmamos durante anos: que a violência armada é uma das maiores crises de saúde pública do nosso tempo".

No entanto, ressaltou que "não há antídotos simples para fazer frente a este problema de saúde. A tragédia de cada morte relacionada com uma arma continuará até que líderes razoáveis e sensatos se reúnam para abordar o problema".

Em 2016, os homicídios representaram 64% das mortes por armas de fogo no mundo todo; seguidos por suicídios (27%) e lesões acidentais (9%).

Nos últimos 26 anos a taxa de homicídios com armas de fogo se estagnou, sem que se registrassem quedas significativas entre 1990 e 2016.

O estudo indica ainda que as mortes relacionadas com armas no mundo todo superaram às provocadas por conflitos e terrorismo a cada ano de 1990 a 2016, com a exceção de 1994, quando aconteceu o genocídio de Ruanda.

Além disso, 87% das mortes totais no mundo (218.900) foram de homens, dos quais 34.700 tinham entre 20 e 24 anos.

No que se refere aos suicídios, o texto aponta que a maior taxa corresponde à Groenlândia (Dinamarca), com 22 mortes por cada 100.000 moradores, seguido dos Estados Unidos com 6,4 mortos, segundo os dados ajustados por idade.

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Os resultados deste estudo "reforçam a mensagem de que é imprescindível expandir a segurança e a educação sobre armas", declarou o professor do IHME e também autor do estudo Ali Mokdad.