Internacional Brasileira do Greenpeace detida na Rússia é transferida para São Petersburgo

Brasileira do Greenpeace detida na Rússia é transferida para São Petersburgo

Bióloga Ana Paula Maciel e outras 29 pessoas foram acusadas de vandalismo 

Ana Paula está detida desde setembro, quando protestava contra a contaminação provocada por uma petroleira

Ana Paula está detida desde setembro, quando protestava contra a contaminação provocada por uma petroleira

Reprodução/Facebook

Os 30 tripulantes de um barco do Greenpeace, incluindo a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, detidos na Rússia por protestar em uma plataforma de petróleo russa no Ártico foram transferidos de Murmansk para São Petersburgo, anunciou a organização ecológica.

Os ativistas deixaram o centro de detenção de Murmansk, no Ártico, às 5H00 locais (23H00 de Brasília, domingo) e viajam de trem para São Petersburgo, a segunda cidade mais importante da Rússia, informou Dannielle Taaffe, porta-voz do Greenpeace.

O Comitê de Investigação da justiça russa confirmou a transferência e explicou que o caso dos 30 detidos, acusados de vandalismo, depende da jurisdição de São Petersburgo.

Os 30 tripulantes do barco "Arctic Sunrise" do Greenpeace, de 18 países diferentes, foram detidos em setembro e levados para Murmansk, noroeste da Rússia.

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A detenção aconteceu no dia 19 de setembro, quando os ativistas tentaram invadir a plataforma de petróleo Prirazlómnaya, da empresa Gazprom, para denunciar os riscos de contaminação da indústria petroleira na região.

Em um primeiro momento, os ativistas do Greenpeace foram acusados de "pirataria realizada por grupo organizado" — crime que pode ser condenado com pena de 10 a 15 anos de prisão.

Mas em 23 de outubro o Comitê de Investigação abandonou a acusação de pirataria e optou por "vandalismo", crime que pode ser punido com pena de sete anos de prisão.

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