Internacional Brasileira é primeira ativista do Greenpeace a ser libertada na Rússia

Brasileira é primeira ativista do Greenpeace a ser libertada na Rússia

Trinta pessoas foram presas durante um protesto pela guarda costeira russa em 18 de setembro

Brasileira é primeira ativista do Greenpeace a ser libertada na Rússia

Ana Paula Maciel exibe uma folha com as palavras "Libertem o Ártico" ao ser liberada da prisão

Ana Paula Maciel exibe uma folha com as palavras "Libertem o Ártico" ao ser liberada da prisão

REUTERS/Alexander Demianchuk

A brasileira ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel foi a primeira das 30 pessoas presas pela guarda costeira da Rússia durante um protesto a ser libertada sob fiança nesta quarta-feira (20) e exibiu uma folha com as palavras "Libertem o Ártico".

Ana Paula, uma dos 28 ativistas e dois jornalistas cuja prisão provocou críticas internacionais ao presidente russo, Vladimir Putin, sorriu quando deixou um centro de detenção em São Petersburgo. Questionada sobre como se sentia, ela disse simplesmente "feliz", antes de ser levada por um representante do Greenpeace.

Vinte dos detidos em 18 de setembro já receberam a possibilidade de deixar a prisão sob fiança nesta semana, depois da pressão internacional sobre Putin pelo o que foi amplamente visto no Ocidente como um tratamento severo, embora outros ainda tenha de ser libertados. Todos os pedidos de fiança anteriores tinham sido recusados.

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O jornalista freelance Denis Sinyakov, que também estava a bordo, deve ser libertado sob fiança na quinta-feira, disse seu advogado. Nenhum daqueles em prisão preventiva está com seus passaportes, e o Greenpeace afirmou que não estava claro se eles poderão circular livremente.

Um dos 30 detidos teve a prisão prorrogada por três meses na segunda-feira e todos a bordo do quebra-gelo Arctic Sunrise durante o protesto em uma plataforma de petróleo russa ainda podem enfrentar penas de prisão de sete anos por acusações de vandalismo.

Em um sinal de um abrandamento, tribunais russos concederam a oito ativistas a possibilidade de fiança nesta quarta-feira, incluindo o capitão do navio do Greenpeace, que conduziu a embarcação para a plataforma petrolífera Prirazlomnaya, da Gazprom que vários ativistas tentaram escalar.

Guardas costeiros armados acabaram com o protesto, detendo todos a bordo e apreendendo o navio.

O capitão Peter Willcox, de 60 anos, é um ativista do Greenpeace há mais de 30 anos e era o capitão do navio Rainbow Warrior bombardeado e afundado pelo serviço secreto francês em 1985.

Também receberam a possibilidade de liberdade sob fiança os três britânicos Alexandra Harris, Kieron Bryan e Anthony Perrett, a dinamarquesa Anne Mie Roer Jensen, os holandeses Faiza Oulahsen e Mannes Ubels e o suíço Marco Weber, segundo o Greenpeace.

A fiança foi fixada em R$ 139 mil (2 milhões de rublos).

Apenas o australiano Colin Russell teve sua detenção prolongada. O grupo de defesa do meio ambiente afirmou que está perplexo com a decisão da Justiça russa de manter Russell, de 59 anos, sob custódia por mais três meses.

De acordo com o Greenpeace, o protesto tinha o objetivo de chamar a atenção para o impacto negativo no meio ambiente da perfuração de petróleo no Ártico.