Internacional Britânico pega prisão perpétua após empurrar criança de 10º andar

Britânico pega prisão perpétua após empurrar criança de 10º andar

Jonty Bravery empurrou um menino de seis anos do décimo andar do museu Tate Modern, em Londres, no dia 4 de agosto de 2019

  • Internacional | Da EFE

Menino de seis anos foi jogado do 10º andar do museu Tate Modern

Menino de seis anos foi jogado do 10º andar do museu Tate Modern

Reprodução/ Wikipedia

Jonty Bravery, o britânico que empurrou um menino de seis anos do décimo andar do museu Tate Modern, em Londres, foi condenado à prisão perpétua, com pelo menos 15 anos de prisão obrigatória, de acordo com o veredicto dado nesta sexta-feira (26).

Após vários dias de julgamento, a juíza Maura McGowan, do tribunal de Old Bailey, declarou Bravery culpado por tentativa de assassinato.

No Reino Unido, nas sentenças de prisão perpétua, o juiz especifica um tempo mínimo que o condenado deve passar na prisão antes de poder solicitar a liberdade condicional, embora o tribunal tenha anunciado que isto talvez nunca ocorra no caso de Bravery.

"Passará a maior parte, ou a totalidade, da sua vida enclausurado. É possível que nunca seja liberto", declarou McGowan durante a leitura da sentença.

Durante o julgamento foi explicado como Bravery investigou qual era o edifício mais alto de Londres e, em 4 de agosto de 2019, foi ao arranha-céu The Shard, localizado no distrito financeiro da capital, mas quando percebeu que não tinha dinheiro suficiente para a entrada, foi à Tate Modern, cujo acesso é gratuito.

No décimo piso da galeria, Bravery encontrou a vítima, um menino francês que passava férias com a família. Após ser empurrada, a criança foi resgatada no quinto andar pelos serviços de emergência e sobreviveu, mas sofreu graves lesões que a deixaram em cadeira de rodas e com dificuldades para respirar e falar.

A juíza McGowan destacou na sentença "o medo" do menino e "o horror" que os pais tiveram que suportar devido ao ataque "inimaginável".

Testemunhas declararam que Bravery sorriu depois da agressão. A defesa do condenado argumentou que ele foi diagnisticado com autismo aos cinco anos, o que desenvolveu um transtorno mental que o levou a cometer o crime.

Bravery, que tinha 17 anos quando cometeu o crime, disse após ser preso que "queria aparecer nas notícias para que todos, principalmente os pais, pudessem ver o erro que tinham cometido" por ele não ter sido internado.

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