Novo Coronavírus

Internacional Buenos Aires retomará quarentena rígida para conter coronavírus 

Buenos Aires retomará quarentena rígida para conter coronavírus 

Alberto Fernández anunciou também mais subsídios e benefícios para comerciantes e trabalhadores atingidos pela pandemia

Reuters
Segundo o presidente, a ideia é reduzir as taxas de contaminação por covid

Segundo o presidente, a ideia é reduzir as taxas de contaminação por covid

Divulgação/Presidência Argentina

A capital da Argentina e seus subúrbios voltarão a um estágio restrito de isolamento obrigatório de 1 a 17 de julho, informou o presidente Alberto Fernández na sexta-feira (26). O objetivo é tentar reduzir a aceleração das infecções por covid-19 que ocorreram nas últimas semanas.

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Até sexta-feira, a Argentina tinha um total de 52.457 casos, com 1.167 mortes, números muito inferiores aos de alguns de seus vizinhos sul-americanos, mas que poderiam crescer exponencialmente em julho, segundo vários especialistas.

"Precisamos ganhar tempo para garantir que nosso sistema de saúde melhore e possa servir a todos, absolutamente todos os argentinos (...) a quarentena é um remédio para a pandemia, o único que conhecemos", disse Fernández em um discurso gravado para a televisao.

O governo diminuiu nas últimas semanas as restrições estabelecidas em março em grande parte do país. No entanto, ele manteve confinado obrigatório na cidade de Buenos Aires e seus subúrbios populosos, embora com maiores liberdades.

Mas quando o número de casos foi multiplicado por cinco desde meados de maio, as autoridades do país decidiram voltar com a moderada abertura das últimas semanas na região, que é a mais atingida pelo novo coronavírus.

"Vemos que o epicentro (da pandemia) fica na região metropolitana de Buenos Aires. A área metropolitana está se espalhando para o resto do país. Temos que isolar a área metropolitana do resto do país", acrescentou Fernández, que estava acompanhado pelos governantes da província e da cidade de Buenos Aires.

Em busca de revitalizar uma economia que está entrando em colapso após dois anos de recessão, o governo argentino concedeu grandes subsídios e permitiu a abertura de mais lojas, embora parques, escolas e grande parte dos escritórios permaneçam fechados na capital e nos arredores.

Fernández anunciou mais subsídios e benefícios para comerciantes e trabalhadores atingidos pela pandemia.

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