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Internacional Câmara do Paraguai analisa pedido de impeachment de Abdo Benítez

Câmara do Paraguai analisa pedido de impeachment de Abdo Benítez

Governistas deram início à sessão uma hora depois que a oposição, que tem a bancada menor, apresentou o pedido

  • Internacional | Da EFE

Oposição paraguaia pediu a saída do presidente Abdo Benítez em protestos

Oposição paraguaia pediu a saída do presidente Abdo Benítez em protestos

Nathalia Aguilar / AFP - 13.3.2021

A Câmara dos Deputados do Paraguai iniciou uma sessão extraordinária nesta quarta-feira (17) para discutir o pedido da oposição sobre a abertura de um julgamento de impeachment do presidente do país, Mario Abdo Benítez, e do vice, Hugo Velázquez, por falhas na gestão da pandemia do novo coronavírus.

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A deputada Celeste Amarilla, do Partido Liberal, o maior da oposição, iniciou a leitura do documento acusando Abdo Benítez, do Partido Colorado, legenda com a maioria dos assentos na Câmara. O texto alega "inépcia do presidente em lidar com a pandemia" de covid-19, de acordo com a deputada.

Amarilla enfatizou que o governo tinha recursos financeiros suficientes para atender às necessidades sanitárias e sociais da população, mas não conseguiu fortalecer a precária rede de saúde pública para lidar com a pandemia.

O presidente da Câmara, Pedro Alliana, que também comanda o Partido Colorado, convocou a sessão extraordinária a pedido do deputado governista Basilio Núñez, uma hora depois que os liberais apresentaram o documento acusatório na recepção da Casa.

Tarefa difícil para a oposição

A rápida solicitação do governo foi interpretada como uma estratégia para arquivar a iniciativa com base em sua maioria de assentos.

A bancada do Partido Liberal tem 29 cadeiras, e são necessários 53 votos para que o processo possa ser julgado no Senado, o que faz com que os defensores da realização do julgamento tenham que convencer deputados governistas.

A iniciativa dos liberais começou a tomar forma há uma semana, após o primeiro grande protesto de cidadãos que exigia a renúncia do presidente, a quem acusam de má gestão da saúde pública durante a pandemia.

Os protestos ocorreram após reclamações anteriores do sindicato de enfermeiras e das famílias de pacientes com covid sobre a falta de suprimentos em hospitais e o atraso na chegada das vacinas

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