Campanha de reeleição de Trump foi alvo de hackers iranianos

Segundo The New York Times, fizeram mais de 2.700 tentativas para identificar as contas de e-mail de atuais e ex-funcionários do governo dos EUA

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Leah Millis / Reuters - 30.6.2019

A campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi alvo de hackers ligados ao governo do Irã, informou nesta sexta-feira o jornal "The New York Times".

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Mais cedo, a Microsoft revelou que um grupo de hackers que possui vínculos com o Irã tentou acessar contas de funcionários da campanha de um candidato à presidência dos EUA, mas não revelou quem ele seria.

Horas mais tarde, a informação de que o alvo dos hackers foi a campanha de Trump foi revelada pelo "Times". A Microsoft se nega a confirmar a matéria do jornal, e a campanha de Trump diz não saber se foi atacada virtualmente.

A Microsoft disse ter registrado mais de 2,7 mil tentativas de invasão de 241 contas de e-mail da empresa que pertencem a funcionários atuais e antigos do governo, políticos e jornalistas que cobrem política internacional. Esses ataques teriam partido do Irã.

A empresa fundada por Bill Gates disse que só quatro contas foram acessadas. Elas não seriam de pessoas ligadas à campanha presidencial citada pela Microsoft.

O grupo de hackers responsável pelos ataques é conhecido como "Phosphorous". Segundo a Microsoft, eles são "pessoas motivadas e dispostas a investir muito tempo e recursos na busca e coleta de informações".

As grandes empresas de tecnologia estão na mira dos principais órgãos eleitorais do mundo depois da interferência de hackers russos na campanha presidencial americana de 2016.

Em maio, o Facebook anunciou que fechou 2,2 bilhões de contas no primeiro trimestre de 2019, o maior número da história da rede social, em um esforço para reverter a imagem da empresa após os sucessivos escândalos que vieram à tona nos últimos ano