Eleições EUA 2020

Internacional Campanha de Trump paga US$ 3 mi por recontagem em Wisconsin

Campanha de Trump paga US$ 3 mi por recontagem em Wisconsin

Dinheiro vai financiar recontagem de votos nos dois condados mais populosos do Estado, ambos vencidos pelo democrata Joe Biden

Campanha de Trump financiou recontagem nos dois maiores condados de Wisconsin

Campanha de Trump financiou recontagem nos dois maiores condados de Wisconsin

Chris Kleponis / Pool via EFE - EPA - 4.11.2020

A campanha eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou nesta quarta-feira (18) uma recontagem parcial da apuração no estado de Wisconsin, onde o democrata Joe Biden venceu por mais de 20.400 votos na eleição presidencial do último dia 3.

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Duas semanas depois de garantir que solicitaria a recontagem, a equipe de Trump confirmou em comunicado que planejava apresentar um pedido que não afetasse todos os votos emitidos no estado, somente os de dois condados de tendência democrata.

O financiamento para a recontagem sairá da conta da campanha de Trump, que já fez uma transferência de US$ 3 milhões (cerca de R$ 16 milhões) para a Comissão Eleitoral de Wisconsin. Como a margem de vitória de Biden foi superior a 0,5% nesses locais, o comitê precisa bancar o processo.

O preço será inferior aos US$ 7,9 milhões (cerca de R$ 42 milhões) que teria custado solicitar uma recontagem em todo o estado, e o anúncio da campanha chega perto do prazo imposto pelo estado para a decisão, que terminava às 17h (horário local; 20h em Brasília).

Recontagem localizada

A recontagem será realizada apenas nos condados de Milwaukee, a cidade mais populosa e de tendência democrática do estado, e Dane, o segundo condado mais populoso de Wisconsin e sede da capital do estado, Madison.

Cerca de 800 mil votos foram emitidos entre os dois condados. Uma vez que as autoridades estaduais aceitarem o pedido, os funcionários eleitorais terão 13 dias para fazer a recontagem, até 1º de dezembro, quando os resultados devem ser certificados sob a lei de Wisconsin.

Ao anunciar a decisão, a campanha alegou, sem fornecer provas, que pode ter havido "cédulas de correio emitidas ilegalmente ou alteradas e conselhos ilegais dados por funcionários estaduais que teriam permitido a violação da lei de Wisconsin sobre como se identificar para votar".

"Não se pode confiar na integridade dos resultados eleitorais sem uma recontagem nesses dois condados e uma aplicação uniforme dos requisitos da cédula eleitoral de Wisconsin", disse um advogado da campanha, Jim Troupis, no mesmo comunicado.

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