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Internacional Canadá registra a primeira morte ligada à vacina de Oxford

Canadá registra a primeira morte ligada à vacina de Oxford

Hospital aguarda resultado de exames após uma mulher de 54 anos que recebeu o imunizantes morrer de trombose cerebral

Autoridades reiteraram que os benefícios superam os riscos potenciais da vacina

Autoridades reiteraram que os benefícios superam os riscos potenciais da vacina

JOEL SAGET/AFP - 11.3.2021

Uma mulher de 54 anos é a primeira pessoa a morrer no Canadá como resultado de uma trombose cerebral após ter recebido uma dose da vacina de Oxford contra a covid-19, disseram autoridades de saúde do país.

O secretário de Saúde da província de Quebec, Horacio Arruda, admitiu em entrevista coletiva que se sabia que isso poderia acontecer, apesar de se tratar de um processo que ele definiu como "muito incomum". "O risco é de um a cada 100 mil casos", declarou.

A mulher morreu no Hospital Universitário McGill, em Montreal. O centro médico emitiu nota dizendo que o óbito está "possivelmente ligada à vacina de Oxford", aguardando os resultados dos testes para confirmar a conexão.

Desde que o Canadá começou a inocular vacinas do laboratório anglo-sueco, as autoridades sanitárias relataram vários casos de trombose, possivelmente ligada ao imunizante, embora em todos os casos os pacientes estejam se recuperando em casa.

A província de Quebec é a segunda mais populosa do Canadá, com 8,5 milhões de habitantes, e a mais afetada até agora pela pandemia, com 10.898 das 24.066 vítimas da doença no país. Na região, foram administradas até agora 2,9 milhões de vacinas contra a covid-19, das quais 400 mil são da universidade de Oxford.

O Ministério da Saúde do Canadá autorizou o uso da vacina da farmacêutica anglo-sueca para os maiores de 18 anos, embora as províncias tenham decidido limitar as idades por medo de casos de coágulo sanguíneo. Há uma semana, Quebec decidiu usar o imunizante em maiores de 45 anos.

As autoridades reiteraram que os benefícios superam os riscos potenciais do imunizante de Oxford, e que a pandemia pode causar mais trombose do que a droga. Na última sexta-feira (23), o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, de 49 anos, e a esposa, Sophie Grégoire, de 45, receberam a primeira dose justamente do imunizante desse laboratório.

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