Internacional Carlos Menem é enterrado em cemitério israelita de Buenos Aires

Carlos Menem é enterrado em cemitério israelita de Buenos Aires

Ex-presidente da Argentina foi velado durante o dia no Senado argentino e sepultado em cerimônia restrita à família

  • Internacional | Da EFE

Corpo de Menem foi velado no Senado argentino nesta segunda-feira

Corpo de Menem foi velado no Senado argentino nesta segunda-feira

Argentinian Senate Press/EFE/EPA - 15.01.2021

O corpo do ex-presidente da Argentina Carlos Menem foi levado nesta segunda-feira (15) da sede do Senado Federal para o cemitério israelita da província de Buenos Aires, onde foi sepultado no fim da tarde, em uma cerimônia restrita aos familiares.

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O antigo chefe de governo, que morreu no domingo aos 90 anos, devido a uma insuficiência cardíaca — segundo revelou à Agência Efe, o advogado de Menem, Luis Daer — estava sendo velado desde ontem à noite, por familiares e amigos próximos.

A população em geral também teve a oportunidade de se despedir do líder do país de 1989 a 1999. Ao término do velório, o corpo foi colocado em um carro fúnebre, ornado com pétalas brancas e vermelhas no teto.

O ex-presidente faleceu no Sanatorio Los Arcos, na cidade de Buenos Aires, onde estava internado desde dezembro do ano passado.

O enterro aconteceu no cemitério localizado na localidade de San Justo, onde também estão os restos mortais do filho mais velho do político, Carlos Menem Junior, que morreu em um acidente, em 1995.

Trajetória política

Advogado de profissão, Menem presidiu a Argentina por dois mandatos consecutivos, de 1989 a 1999, após ter sido governador de La Rioja, sua província natal, entre 1973 e 1976 - ano em que foi preso após o golpe que o culminou com a ditadura (1976-1983) - e novamente de 1983 até o início da sua campanha presidencial para as eleições de 1989, que acabou vencendo.

Seu governo foi marcado pela transformação da economia, com uma grande abertura comercial e um intenso processo de privatização de empresas públicas, mas também por denúncias de corrupção, que teve de enfrentar nos tribunais nos últimos anos, enquanto era senador, cargo que ocupou desde 2005.

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