Meio Ambiente

Internacional Chanceler de Tuvalu alerta para nível do mar: 'Estamos afundando'

Chanceler de Tuvalu alerta para nível do mar: 'Estamos afundando'

Simon Kofe enviou à COP26 um vídeo no qual mostra os efeitos das mudanças climáticas na ilha da Oceania

AFP
Vídeo da delegação de Tuvalu chama atenção para o aumento do nível dos oceanos

Vídeo da delegação de Tuvalu chama atenção para o aumento do nível dos oceanos

Handout/Ministry of Justice, Communication and Foreign Affairs Tuvalu/AFP - 09.11.2021

O ministro das Relações Exteriores de Tuvalu, uma pequena ilha polinésia, filmou-se com água até a cintura, em um vídeo dirigido à COP26, para simbolizar o perigo da mudança climática e da elevação do nível dos oceanos. 

"A mudança climática e o aumento do nível do mar são riscos mortais e existenciais para Tuvalu e para as nações com atóis", alertou o chanceler Simon Kofe. "Estamos afundando, mas o mesmo está acontecendo com todos", frisou. 

"E não importa se sentimos os efeitos hoje, como Tuvalu, ou daqui a cem anos", explicou. 

O vídeo começa com uma câmera fechada em Kofe, de terno e gravata, contra um fundo azul com as bandeiras de Tuvalu e da ONU.

"Pedimos a neutralidade mundial do carbono até meados do século", afirma o ministro, em alusão ao objetivo global de equilibrar as emissões e as retenções de gases de efeito estufa até 2050. 

O ministro pede ainda que o mundo se mobilize para conseguir manter o aquecimento do planeta em no máximo 1,5 grau e que as reivindicações dos países mais impactados pelas mudanças climáticas sejam ouvidas e compensadas. 

"Esperamos que o mundo aja unido", pediu o ministro. 

Depois de sua fala, a câmera abre o ângulo para mostrar o ministro Kofe por inteiro, com água até a cintura, em um ponto da costa de Tuvalu.

Os quase 200 países reunidos na COP26, em Glasgow, devem desenvolver oficialmente o Acordo de Paris sobre o Clima de 2015, comprometendo-se, em princípio, a reforçar suas medidas de combate à mudança climática, em particular a redução das emissões de gases de efeito estufa.

"Não podemos esperar os discursos, se a água sobe", insistiu. "Temos que tomar ações ousadas, alternativas, hoje, para garantir que haja um amanhã."

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