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Internacional Chanceler sueca defende estratégia do governo contra a covid-19

Chanceler sueca defende estratégia do governo contra a covid-19

A Suíça optou por focar em recomendações para proteger mais idosos, apelar para a responsabilidade individual e fazer restrições de forma progressiva

  • Internacional | Da EFE

Fracasso na tentativa de impedir a propagação do novo coronavírus nos asilos

Fracasso na tentativa de impedir a propagação do novo coronavírus nos asilos

Maxim Shipenkov - 04.02.2020A

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde, defendeu nesta terça-feira (26) a atuação do governo diante da pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

"É uma visão a longo prazo. Dizer que tudo corre como se não fizéssemos nada, é um mito. Não houve confinamento, mas sim, muitas restrições", disse a chanceler, questionada sobre uma estratégia considerada mais flexível que a dos vizinhos nórdicos.

A Suécia, segundo a Universidade Johns Hopkins, nos EUA, tem 4.029 mortos em decorrência da doença.

A taxa de mortalidade por cada 100 mil habitantes no país é de 39,26. O número é nove vezes maior do que o da Noruega, oito vezes superior ao da Finlândia, e quatro vezes ao da Dinamarca, embora seja bem menor do que os apresentados pelos mais afetados no mundo, casos de Espanha, Itália, Reino Unido.

Recomendações e medidas

Mesmo que nenhuma outra nação nórdica tenha decretado confinamento obrigatório da população, grande parte da vida pública foi paralisada por mais de um mês. Instituições de ensino foram fechadas, proibida as visitas aos asilos e aglomerações de mais de 50 pessoas.

A Suécia optou por focar em recomendações para proteger mais idosos, apelar para a responsabilidade individual e fazer restrições de forma progressiva.

Leia mais: Com estratégia suave, Suécia já tem mais de 4 mil mortes por covid-19

A chanceler, no entanto, admitiu que houve fracasso na tentativa de impedir a propagação do novo coronavírus nos asilos, já que 70% das mortes no país, segundo dados do governo, aconteceram nesses locais.

"No fundo, temos a mesma estratégias que o resto, que é tentar reduzir o contágio e o número de mortos, não saturar o sistema de saúde e minimizar os efeitos na economia", disse Linde, em entrevista coletiva.

A ministra de Relações Exteriores garantiu que as curvas de contágios e de mortes estão em queda nas últimas semanas, e que não houve sobrecarga nas unidades de saúde, cujas unidades de terapia intensiva tiveram capacidade disponível que variou de 20% a 40%.

O objetivo das autoridades locais, no momento, é conseguir alcançar a marca de 100 mil testes semanais de detecção do novo coronavírus. No entanto, na semana passada, foram 29 mil, 4 mil a menos do que na anterior.

Apesar de críticas da oposição e no exterior, o índice de aprovação do governo chegou a 77%, superior ao registrado no ano passado.

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