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Chernobyl: cidade vizinha tem 1ª árvore de Natal após 33 anos

Ex-moradores montaram em Pipyat, cidade vizinha à usina onde aconteceu o pior acidente nuclear da história, montaram a primeira árvore desde 1986

Da EFE
Stepan Franko / EPA - EFE - 25.12.2019

Ex-moradores montam árvore de Natal em cidade próxima à usina de Chernobyl

Ex-moradores de Pripyat, localizada a três quilômetros da usina de Chernobyl, na Ucrânia, voltaram à cidade abandonada após a maior catástrofe nuclear da história para erguer uma árvore de Natal, a primeira desde 1986, quando o acidente aconteceu.

A árvore foi colocada em frente ao Palácio da Cultura Energuetik e enfeitada, além dos motivos tradicionais, com fotos de infância dos ex-moradores.

Cidade para funcionários

Pripyat foi fundada em 1970 como um "atomogrado", ou seja, uma cidade para abrigar engenheiros, físicos e técnicos que deveriam construir uma usina nuclear vizinha, neste caso a de Chernobyl.

Com cerca de 50 mil habitantes, ela foi evacuada a partir de 27 de abril de 1986, um dia após o acidente, assim como outras que estavam em uma zona de exclusão de 30 quilômetros ao redor da central.

Por outro lado, a cidade de Chernobyl, que fica a 12 quilômetros da usina, já está apta para a vida humana, de acordo com as autoridades ucranianas.

Segundo dados oficiais, uma explosão na usina dispersou até 200 toneladas de material com radioatividade de 50 milhões de curies, o equivalente a 500 bombas atômicas como a que caiu sobre Hiroshima, no Japão.

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Reprodução / Instagram

No ar desde o mês passado, a série Chernobyl, da HBO, trouxe à tona uma das maiores tragédias do final do século 20, a explosão do reator 4 da usina nuclear de Chernobyl, em abril de 1986. A produção, que se tornou um sucesso de crítica, aumentou exponencialmente o fluxo de turistas para a cidade de Pripyat, na Ucrânia, que fica ao lado da usina

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Reprodução / Instagram

Com isso, as redes sociais, especialmente o Instagram, foram invadidas por fotos e ensaios de diversos tipos, feitos por turistas e influenciadores digitais na cidade-fantasma de Pripyat

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Reprodução / Instagram

Desde 2011, quando os níveis de radiação do local foram considerados seguros, Pripyat recebe turistas interessados em visitar o local. Diversas agências ucranianas fornecem visitas guiadas na chamada Zona de Exclusão, uma área de 4 mil quilômetros quadrados ao redor da usina

Reprodução / Instagram

Segundo a CNN, apenas uma agência teve um aumento de 35% no número de reservas para visitar Pripyat após o lançamento da série Chernobyl. "A maior parte diz que fez a reserva depois de ver a série. É como se eles tivessem assistido e entrado no primeiro avião para cá", afirmou Victor Korol, diretor da SoloEast, uma das cinco operadoras autorizadas a levar visitantes ao local

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Alguns mais engraçadinhos usam roupas completas contra contaminação, mesmo sem necessidade, e posam com contadores Geiger — aparelhos usados para medir os níveis de radioatividade de um lugar

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Reprodução / Instagram

O argentino Federico Bocanera esteve em Pripyat e disse que é como visitar uma ruína qualquer pelo mundo. "Você não sente nada mágico nem sobrenatural. A emoção vem quando você se dá conta de que está em uma cidade sem moradores e se espanta com as consequências dos jogos de poder e dos erros humanos", afirma

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Pripyat foi fundada em 1970 e servia como dormitório para os operários que construíram a usina de Chernobyl. Em 1979, ela adquiriu status oficial de cidade e, apenas 7 anos mais tarde, foi completamente evacuada em 27 de abril de 1986. Até esse dia, pouco mais de 49 mil pessoas moravam lá

Reprodução / Instagram

Restaram construções como escolas, hospitais e, um dos mais conhecidos, o parque de diversões. com uma roda-gigante e carrinhos de bate-bate

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Com os níveis de contaminação menores, é possível visitar a cidade sem trajes protetores, mas o turista precisa usar sapatos fechados e ficar de olho nos contadores. Alguns objetos continuam com forte carga radiativa e às vezes o visitante acaba sendo obrigado a deixar um calçado que tenha se contaminado

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Além dos turistas e influencers, Pripyat recebe as visitas dos chamados "stalkers", visitantes ilegais que entram seu autorização na área de exclusão e mexem nos objetos que foram deixados para trás durante a evacuação em 1986

Reprodução / Instagram

Diante da situação, até mesmo Craig Mazin, roteirista e produtor da série da HBO precisou se manifestar. "Acho maravilhoso que a Chernobyl tenha inspirado uma nova onda de turismo na Zona de Exclusão. Mas eu vi as fotos que estão circulando. Se você fizer uma visita, por favor se lembre que uma terrível tragédia aconteceu ali. Tenham respeito por todos os que sofreram e se sacrificaram", escreveu em sua conta no Twitter

Reprodução / Instagram

Quando o reator superaqueceu e explodiu durante um teste de segurança repleto de falhas de procedimento em 1986, 100 mil pessoas foram retiradas de suas casas na região, junto à fronteira de Belarus. Hoje, cerca de 60 mil pessoas visitam a cidade-fantasma de Pripyat anualmente e, com a série, o número de 2019 deve ser maior que a média. Resta esperar que os visitantes respeitem o local e sua própria segurança

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