Chile supera os 400 mil casos de infecção pelo novo coronavírus

A taxa de resultados positivos por testes de diagnóstico realizados no país é de 5,74%, mas o recomendado pela OMS é abaixo dos 5%

Casal se protege contra o coronavírus na ruas de Santiago, capital do Chile

Casal se protege contra o coronavírus na ruas de Santiago, capital do Chile

Elvis González/ EFE/ 22.08.2020

O Chile registrou nesta terça-feira (25) mais 1.405 casos de infecção pelo novo coronavírus, o que eleva o total desde o início da pandemia da covid-19 no país para 400.985.

Ainda de acordo com informações apresentadas hoje pelo Ministério da Saúde local, nas últimas 24 horas, foram contabilizadas 42 mortes em decorrência da doença, o que fez a quantidade subir para 10.958.

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Atualmente, o Chile tem 15.564 casos de infecção considerados ativos. Em unidades de terapia intensiva estão internadas 1.011 pessoas, sendo que 745 precisam de auxílio mecânico para respirar. Nesse último grupo, existem 144 pacientes em estado crítico.

Ainda de acordo com as autoridades locais, a taxa de resultados positivos por testes de diagnóstico realizados é de 5,74%, a menor dos últimos meses e próxima a recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é abaixo de 5%.

Teste de vacina

A Pontifícia Universidade Católica do Chile assinou um convênio com a companhia chinesa Sinovac, para realizar no país parte dos testes clínicos que fazem parte das pesquisas para disponibilizar o antídoto para a população de maneira irrestrita.

Hoje, o fundador e CEO da empresa, Yin Weidong, garantiu que o soro se mostrou efetivo contra 20 diferentes cepas do novo coronavírus, provenientes de diferentes regiões do planeta, o que representaria uma resposta ao risco de reinfecção.

"Descobrimos que todos foram neutralizados. Ficamos muito otimistas, depois de ver que o tipo de soro do vírus da covid-19 não mudou. Nossa vacina pode neutralizar todas as cepas do vírus em nível global. Prevemos que terá um efeito protetor no mundo", garantiu.