Internacional China revoga licença de jornalistas do 'The Wall Street Journal'

China revoga licença de jornalistas do 'The Wall Street Journal'

O veículo publicou um texto de opinião sobre a resposta das autoridades locais à epidemia com o título de 'China, o verdadeiro doente da Ásia'

  • Internacional | Da EFE

Jornal publicou artigo considerado racista

Jornal publicou artigo considerado racista

John Wisniewski via Flickr

O governo da China anunciou nesta quarta-feira (19) que revogará a licença de trabalho no país para três profissionais do jornal americano The Wall Street Journal, devido a publicação de um artigo considerado depreciativo e racista.

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No último dia 3, o veículo publicou um texto de opinião sobre a resposta das autoridades locais à epidemia do novo coronavírus, que recebeu o título de "China, o verdadeiro doente da Ásia".

A decisão foi tomada depois que o Departamento de Estado dos EUA designou ontem cinco veículos estatais chineses — a agência de notícias Xinhua, a emissora de televisão CGTN, a emissora de rádio China Radio International e os jornais China Daily e Diário do Povo — como missões estrangeiras.

Com isso, passa a ser exigido aos meios de comunicação cumpram as mesmas regras que embaixadas e consulgados, pois são controlados pelo governo.

"Nos reservamos ao direito de tomar medidas como represália", concluiu o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do país, Geng Shuang,.

China chama artigo de jornal de racista

Segundo o porta-voz do ministério, o artigo "provocou grande indignação entre a população chinesa, assim como a condenação generalizada da comunidade internacional".

A expressão "O doente da Ásia" foi utilizada de forma depreciativa no fim do século 19 e princípio do 20, para se referir à China, então castigada por divisões internas e tentativas de colonização das potências ocidentais, que obrigaram a assinatura de uma série de tratados para obter concessões comerciais.

Geng afirmou que o governo chinês "não dá boas-vindas a meios de comunicação que fazem comentários racistas e que atacam maliciosamente a China", por isso, foi apresentado uma queixa formal ao The Wall Street Journal.

Segundo o porta-voz, o governo pediu que o jornal reconhecesse a "gravidade do erro", que se desculpasse publicamente e que investigasse os autores do texto, mas que nenhuma dessas medidas foi adotada, por isso, foi revogada a licença de trabalho.

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