Coronavírus

Internacional Cidade chinesa usará vacina da covid-19 em casos especiais  

Cidade chinesa usará vacina da covid-19 em casos especiais  

Vacinas ainda não tem permissão para uso comercial, mas por R$ 336, pessoas em casos específicos podem ter acesso ao tratamento

Cidade chinesa aplicará vacina em 'casos especiais'

Cidade chinesa aplicará vacina em 'casos especiais'

Wu Hong/EFE/EPA - 24.09.2020

As autoridades de saúde da cidade de Jiaxing, província de Zhejiang, leste da China, anunciaram que começaram a administrar a vacina contra a covid-19 da empresa Sinovac a grupos de alto risco e irão gradualmente oferecê-la aos seus residentes em situações especiais.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da cidade, "a vacina será fornecida no futuro para pessoas entre 18 e 59 anos" a um preço total de 400 yuans, cerca de R$ 336, para duas injecções, a serem administradas em um intervalo de 14 a 28 dias.

A vacina ainda não tem licença para comercialização e, portanto, só pode ser usada em casos excepcionais: até agora, tem sido administrada a pessoas que realizam trabalhos considerados "de risco", como trabalhadores de saúde ou funcionários de programas de prevenção, inspetores portuários e funcionários públicos.

Ainda não existe um guia nacional sobre outros usos "emergenciais", embora na mesma província, a cidade de Yiwu tenha preparado mais de 500 doses que podem ser usadas nos residentes no caso de viagens inevitáveis ​​ao exterior, disse o jornal The Paper.

Em Jiaxing, segundo um funcionário local do CDC citado pelo jornal Global Times, já existem "centenas de vacinas", embora ainda esteja sendo elucidado como e quando serão distribuídas.

Enquanto isso, os cidadãos que "têm uma necessidade emergencial de vacinação" podem marcar uma consulta nas clínicas comunitárias da cidade.

Em 22 de julho, a China autorizou o uso de vacinas candidatas contra a covid-19 em médicos e funcionários da saúde para "casos de emergência", e no final de setembro, o diretor do Centro para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia da Comissão Nacional de Saúde, Zheng Zhongwei, observou que as vacinas têm sido usados ​​em "grupos de risco", apresentando resultados "muito fortes".

Zheng não divulgou uma data para as vacinas chinesas serem aplicadas em massa, mas indicou que o país asiático planeja fabricar 610 milhões de doses da vacina contra o coronavírus antes do final deste ano e 1 bilhão em 2021, e que essas levas serão "acessíveis ao público".

A China pretende se tornar o primeiro país do mundo a produzir uma vacina em larga escala contra a doença, para a qual tem meia dúzia de países em desenvolvimento, incluindo vários latino-americanos, participando da fase final de testes médicos.

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