Internacional Com acordo de US$ 26 bi, segue processo contra opioides nos EUA

Com acordo de US$ 26 bi, segue processo contra opioides nos EUA

Agravada com a pandemia de coronavírus, crise dos medicamentos matou mais de meio milhão de pessoas 

AFP
Epidemia de opióides matou mais de meio milhão de pessoas nos EUA

Epidemia de opióides matou mais de meio milhão de pessoas nos EUA

REUTERS/Brian Snyder/22.12.2017

Quatro empresas farmacêuticas disseram ter recebido apoio suficiente de estados americanos para avançar para a próxima fase de um acordo de US$ 26 bilhões sobre milhares de ações judiciais relacionadas com a epidemia de opioides.

Agravada pela pandemia do coronavírus, a crise dos opioides matou mais de meio milhão de pessoas nos Estados Unidos.

Em um comunicado conjunto, as distribuidoras de medicamentos AmerisourceBergen, Cardinal Health e McKesson disseram terem recebido sinal verde de 42 dos 50 estados, assim como da capital, Washington, D.C., e de cinco territórios da União.

Em julho, a gigante farmacêutica Johnson & Johnson já havia anunciado que pagará US$ 5 bilhões para resolver ações judiciais no mesmo caso, lembrou, em um comunicado em separado, no qual também disse estar disposta a seguir adiante.

"Este acordo não é uma admissão de responsabilidade, ou de irregularidade, e a empresa continuará se defendendo de qualquer litígio que o acordo final não resolva", declarou a J&.

Em junho, a empresa informou o abandono da fabricação de analgésicos opioides.

O acordo proposto espera pôr fim a quase 4.000 ações judiciais movidas por dezenas de governos estaduais e locais.

De acordo com os termos, o pagamento de US$ 26 bilhões, que financiará programas de reabilitação, depende do número de estados que aprovarem o texto. Cada estado que o assina tem até 2 de janeiro de 2022 para perguntar aos seus respectivos governos locais, se querem fazer parte do acordo.

Se as condições forem cumpridas, o acordo entrará em vigor "60 dias depois que as distribuidoras determinarem que há participação suficiente para prosseguir".

Será o acordo mais importante na complexa batalha legal de estados e comunidades para responsabilizar gigantes deste setor.

Em outro caso, um juiz dos EUA aprovou, na quarta-feira, um plano de falência proposto pela Purdue. A empresa é acusada de contribuir para a crise dos opioides, ao promover, agressivamente, seu medicamento OxyContin. Seus proprietários, a família Sackler, vão pagar US$ 4,5 bilhões aos afetados em troca de imunidade.

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