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Internacional Com Covid, candidato diz que não irá ao Chile em 1º turno de eleição

Com Covid, candidato diz que não irá ao Chile em 1º turno de eleição

Franco Parisi, economista que vive nos EUA, anunciou que testou positivo e tem sintomas da doença causada pelo coronavírus

Agência EFE
Franco Parisi (na foto em evento na campanha de 2013) não poderá estar no Chile no dia da votação

Franco Parisi (na foto em evento na campanha de 2013) não poderá estar no Chile no dia da votação

Mario Ruiz / EFE - Arquivo
  O candidato à presidência do Chile, Franco Parisi, economista que vive nos Estados Unidos, anunciou na noite de quarta-feira (11) que não estará no país sul-americano durante o primeiro turno das eleições, marcado para o próximo dia 21, por ter dado positivo em teste para a Covid-19.

"Terei que ficar isolado aqui por 14 dias", indicou o líder do Partido pela Gente, em vídeo divulgado nas redes sociais.

Parisi não esteve no Chile durante toda a campanha presidencial e havia anunciado que o retorno para o país estava marcado para o último domingo, o que não aconteceu.

O candidato presidencial informou que completou o esquema de vacinação contra a Covid-19 e que apresenta alguns sintomas como tosse, dor de garganta e mal-estar geral.

No vídeo que postou ontem à noite, Parisi não indicou uma nova data para a volta ao Chile.

Nas diferentes pesquisas eleitorais, o candidato varia de posição, entre o terceiro e o quinto lugar, atrás, por exemplo, do ex-líder estudantil e postulante de esquerda Gabriel Boric, e de José Antonio Kast, de orientação de extrema-direita.

A imprensa chilena revelou, em setembro deste ano, que existe uma ordem de prisão contra Parisi no estado do Alabama, nos Estados Unidos, pelo não pagamento da pensão alimentícia dos filhos.

O candidato e o advogado dele se manifestaram algumas vezes sobre não reconhecerem a existência da dívida, que já chegaria a US$ 260 mil (R$ 1,41 milhão).

Nas eleições presidenciais de 2013, em que se apresentou como postulante independente, Parisi recebeu 10% dos votos.

Atualmente, ele lidera o Partido pela Gente, legenda de centro-direita que foi fundada dois anos atrás.

Eleições marcadas pela Covid

A campanha para o pleito presidencial chileno vem sendo marcada pela Covid-19. Há dez dias, Boric anunciou que havia confirmado em teste a infecção pelo novo coronavírus.

Com isso, seis dos sete demais candidatos, que tiveram contato com o candidato de esquerda, precisaram se isolar e paralisar as atividades públicas. O único que não se viu restrito foi, justamente, Parisi.

Todos os afetados retomaram nesta semana os compromissos presenciais, depós terem dado negativo em exame PCR a que foram submetidos.

Neste ano, os chilenos escolherão o sucessor do presidente do país, Sebastián Piñera, que está enfrentando processo de impeachment, devido supostas irregularidades financeiras apontadas pela investigação jornalística Pandora Papers.

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