Internacional Comissão Europeia recomenda conceder à Bósnia status de candidato à adesão

Comissão Europeia recomenda conceder à Bósnia status de candidato à adesão

Este é o primeiro passo de um longo processo para a inclusão no bloco de países que formam a União Europeia

AFP
Reunião da cúpula foi realizada na sede da Comissão, em Bruxelas

Reunião da cúpula foi realizada na sede da Comissão, em Bruxelas

Reuters/Yves Herman

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), anunciou nesta quarta-feira (12) que recomendou que os países do bloco concedam à Bósnia e Herzegovina o status de candidato à adesão, o primeiro passo de um longo processo.

"Hoje propusemos conceder o status de candidato à Bósnia e Herzegovina", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em um discurso aos representantes do bloco reunidos em Bruxelas.

Por sua vez, o Comissário Europeu para a Ampliação, Oliver Varhely, comentou que a concessão desse status "é algo que podemos fazer e que devemos fazer".

"A recomendação de conceder o status de candidato é um momento histórico para a Bósnia e Herzegovina. Apelo aos líderes do país para que aproveitem esta oportunidade e prossigam rapidamente com as etapas identificadas em nossa recomendação", acrescentou no Twitter.

Em junho deste ano, em uma cúpula realizada em Bruxelas, a UE concedeu esse status à Ucrânia, em plena guerra com a Rússia.

Nesse mesmo dia, também reconheceu a mesma condição para a Moldávia.

Nesta cúpula, vários países dos Bálcãs Ocidentais manifestaram o seu desapontamento por continuarem na lista de espera.

A Macedônia do Norte é um país candidato formal à adesão desde 2005, Montenegro desde 2010, Sérvia desde 2012 e Albânia desde 2014.

A Turquia, por sua vez, tornou-se país candidato em 1999 e iniciou negociações formais para sua adesão em 2005, embora desde 2019 as negociações para sua adesão estejam praticamente paralisadas.

Por seu lado, o Kosovo é considerado um "candidato potencial", mas a sua adesão é dificultada pelo fato de não ser reconhecido como país independente por vários membros da UE, incluindo a Espanha.

A UE reconheceu em junho a "perspectiva europeia" para a Geórgia, uma ex-república soviética no Cáucaso, mas que ainda deve avançar em suas reformas para alcançar o status formal de país candidato à adesão.

A adesão, porém, é um processo complexo que muitas vezes leva vários anos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse em maio que a entrada da Ucrânia poderia levar "décadas".

Quando um país recebe o status de candidato à adesão, iniciam-se as negociações oficiais, que exigem também a unanimidade dos membros da UE e que, no caso da Albânia ou da Macedônia do Norte, por exemplo, nem sequer começaram.

Estas negociações entre o país candidato e a Comissão Europeia abrangem 35 capítulos, com temas como a livre circulação de mercadorias, trabalhadores e capitais, justiça, liberdade, segurança, união aduaneira, fiscalidade, agricultura e meio ambiente.

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