Conflitos e clima sujeitam 224 milhões de africanos à fome

A fome aumentou pela primeira vez em mais de uma década em 2016

Família em acampamento para pessoas afetadas pela seca na Somália

Família em acampamento para pessoas afetadas pela seca na Somália

REUTERS/Zohra Bensemra 02.02.2017

O número de pessoas que sofrem de fome na África subsaariana aumentou 10 por cento em 2016, para 224 milhões, devido sobretudo a conflitos e à mudança climática, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (16).

Partes do continente foram vitimadas por secas e enchentes prolongadas ao longo do último ano, cenário agravado pelos preços baixos das commodities e uma economia global em marcha lenta, disse a Organização das Nações Unidas para Agricultura e a Alimentação (FAO).

A fome é aproximadamente duas vezes mais prevalente em países com conflitos de longa data do que em nações pacíficas, disse a FAO. A fome atingiu partes do Sudão do Sul em 2017, e alertas soaram na Nigéria e na Somália.

A África é altamente vulnerável à mudança climática devido à pobreza e à dependência da agricultura baseada no regime de chuvas, segundo especialistas.

Os níveis globais da fome cresceram em 2016 pela primeira vez em mais de uma década, chegando a 815 milhões de pessoas, ou 11% da população mundial.