Internacional Conflitos em Hong Kong chegam ao cinema com Jackie Chan e Mulan

Conflitos em Hong Kong chegam ao cinema com Jackie Chan e Mulan

Os protestos em Hong Kong estão acontecendo há 10 semanas por conta da tentativa chinesa de aumentar o controle sobre a ilha

Jackie Chan deu uma entrevista à TV estatal da China

Jackie Chan deu uma entrevista à TV estatal da China

Reprodução/Reuters

Além de lutar contra a ameaça de intervenção chinesa, os manifestantes de Hong Kong agora também precisam se posicionar contra duas grandes estrelas do cinema chinês.

Nesta semana, o ator Jackie Chan e a atriz Liu Yifei — que irá interpretar a personagem Mulan no novo live action da Disney — se manifestaram em apoio ao regime chinês.

Chan deu uma entrevista à CCTV, a estatal chinesa, na qual afirmou que os "recentes eventos em Hong Kong" partiram seu coração. Ele ainda insistiu que tem orgulho de ser chinês e ama seu país.

Os comentários dele foram recebidos de uma forma ainda pior porque na realidade, Chan nasceu em Hong Kong.

O astro das artes marciais é conhecido por sua postura pró-Pequim. Anteriormente, ele já havia participado de uma campanha patriota chamada "a bandeira vermelha de cinco estrelas tem 1,4 bilhão de guardas".

Boicote à Mulan

Já Yifei, fez uma postagem no microblog Weibo, dizendo "eu apoio a polícia de Hong Kong, agora você pode me bater".

A atriz nasceu em Wufan, mas possui também nacionalidade norte-americana. Por conta disso, ela foi chamada de hipócrita.

Os manifestantes estão chamando um boicote contra o filme da Disney que tem previsão de lançamento no início do ano que vem. Yifei será a protagonista da história, baseada em um poema épico chinês.

Mais protestos pela frente

Os protestos em Hong Kong estão acontecendo há 10 semanas por conta da tentativa chinesa de aumentar o controle sobre a ilha, que até então, possuía autonomia quase completa.

Neste fim de semana já existe previsão para mais manifestações e, possivelmente, novos confrontos com a polícia.

Enquanto isso, militares chineses se aproximam da fronteira territorial aumentando os boatos de uma intervenção militar no território.