Internacional Confrontos entre tropas de Assad e rebeldes deixam 44 mortos na Síria

Confrontos entre tropas de Assad e rebeldes deixam 44 mortos na Síria

A ofensiva começou com um atentado suicida com carro-bomba em Kafr Nabuda, no norte de Hama, dominada pelo governo no início do mês

O Daesh foi expulso, mas conflitos continuam

O Daesh foi expulso, mas conflitos continuam

EPA/SANA - 15.5.2019

Confrontos entre tropas leais ao presidente da Síria, Bashar al Assad, e grupos rebeldes deixaram ao menos 44 mortos nesta terça-feira (21) na província de Hama, no noroeste do país.

Os enfrentamentos, que duraram mais de quatro horas, ocorreram durante uma ofensiva dos insurgentes para tentar recuperar áreas antes controladas por eles e que agora estão sob domínio do governo de Assad, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ofensiva começou com um atentado suicida com carro-bomba em Kafr Nabuda, no norte de Hama, dominada pelo governo no início do mês. Do total de vítimas, 26 pertenciam às tropas leais a Assad e 18 faziam parte de grupos rebeldes de oposição ao governo.

Segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos, a Força Aérea da Síria também lançou vários ataques contra áreas da província de Idlib, último reduto dos rebeldes no país.

Os ataques ocorreram apesar de a Rússia, principal aliado de Assad, ter anunciado no domingo que o governo da Síria iniciaria um cessar-fogo unilateral na região de Idlib.

Tropas do governo da Síria e aliados enfrentam os insurgentes que ainda controlam o norte e o noroeste da Síria desde 30 de abril, data que marca o aumento dos bombardeios contra as regiões. Desde então, segundo o Observatório Sírio, 180 civis morreram.

Já a ONU afirma que 160 pessoas morreram na região e que mais de 180 mil deixaram as províncias do norte e do noroeste da Síria para fugir dos ataques realizados pelos governos de Rússia e Síria.

Idlib, onde vivem 3 milhões de civis, está sob o controle da Organização para a Libertação do Levante, liderada pela antiga Frente al Nusra, ex-filial da Al Qaeda na Síria. O grupo é considerado como terrorista por Síria e Rússia.