Conselho de Segurança da ONU faz 1ª reunião presencial desde março

A reunião foi feita com diversas medidas de segurança para evitar a propagação da covid-19, e teve entre os temas o conflito no Iêmen

Conselho de Segurança da ONU reunido em fevereiro deste ano

Conselho de Segurança da ONU reunido em fevereiro deste ano

Justin Lane /EPA/ EFE - 28.02.2020

Os representantes dos países que integram do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) se reuniram presencialmente nesta terça-feira (14), na sede da organização. Esse foi primeiro encontro presencial da entidade desde 12 de março deste ano, devido a pandemia do novo coronavírus.

O embaixador permanente da Alemanha na ONU, Christoph Heusgen, que preside o Conselho durante o mês de julho, garantiu que se trata de um progresso gradual das atividades do órgão, diante da situação da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, que está na fase 3 de reabertura social e econômica.

"Os encontros virtuais não podem substituir a diplomacia em pessoa", disse o alemão aos jornalistas, antes do início da sessão.

A reunião teve entre os temas o conflito no Iêmen e o processo de paz na Colômbia, aconteceu com diversas medidas de segurança, para evitar a propagação do novo coronavírus, que provoca a covid-19.

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Heusgen explicou que, depois da sessão, se reuniria com os participantes para avaliar as reações e estudar a possibilidade de marcar outras atividades do Conselho de Segurança.

O embaixador da Alemanha admitiu, em entrevista coletiva, que não há planos concretos para a retomada da atividade na sede de Nova York, mas admitiu pretender realizar nas próximas duas semanas, mais reuniões como a de hoje.

O encontro aconteceu depois de uma dura semana de negociações virtuais, em que 15 membros do Conselho de Segurança discutiram a renovação das passagens transfronteiriças de ajuda humanitária no noroeste da Síria, o último bastião dos rebeldes locais.

Após quatro votações virtuais, em que China e Rússia vetaram propostas de Alemanha e Bélgica, e em que a iniciativa russa não teve apoio suficiente, finalmente 15 países entraram em acordo por um compromisso em que apenas uma das duas passagens de ajuda seguirá abertas por um período de 12 meses.