Internacional Coreia do Sul prende suspeita de matar e colocar crianças em malas na Nova Zelândia

Coreia do Sul prende suspeita de matar e colocar crianças em malas na Nova Zelândia

Polícia acredita que mulher é a mãe dos menores; agora, ela enfrentará um processo de extradição para o país da Oceania 

AFP
Crianças foram assassinadas na Nova Zelândia

Crianças foram assassinadas na Nova Zelândia

Reuters - 11.08.2022

A polícia sul-coreana anunciou nesta quinta-feira (15) a prisão de uma mulher de 42 anos acusada pelo assassinato de duas crianças cujos restos mortais foram encontrados em malas leiloadas na Nova Zelândia. 

A mulher, que se acredita ser a mãe das duas crianças mortas, foi detida na Coreia do Sul sob acusação de assassinato após um pedido da Nova Zelândia, disse a polícia de ambos os países. Agora enfrentará um processo de extradição, acrescentaram. 

"A polícia prendeu a suspeita no apartamento em Ulsan nesta quinta-feira depois de mantê-la sob vigilância com pistas de seu paradeiro e imagens de videovigilância", disse a Agência Nacional de Polícia de Seul em comunicado. 

"A suspeita é acusada pela polícia da Nova Zelândia de ter matado seus dois filhos, com 7 e 10 anos na época, por volta de 2018 na área de Auckland", detalhou. 

"Descobriu-se que ela veio para a Coreia do Sul após o crime e se escondia desde então", acrescentou. 

A agência nacional de notícias Yonhap afirmou que ela era uma cidadã da Nova Zelândia nascida na Coreia do Sul. 

"A polícia planeja transferir a mulher para a Promotoria do Distrito Central de Seul antes da revisão do processo de extradição pelo Supremo Tribunal de Seul", segundo a agência.

A descoberta macabra ocorreu em agosto, depois que uma família comprou um trailer cheio de itens, incluindo malas, em um leilão de bens abandonados em Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia. 

O detetive-inspetor Tofilau Fa'amanuia Vaaelua disse em Auckland que o caso era "uma investigação muito desafiadora". 

"Ter alguém detido no exterior em um período tão curto de tempo se deve à assistência das autoridades coreanas e à coordenação do pessoal da Interpol na polícia da Nova Zelândia", disse ele.

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