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Internacional Coreia do Sul supera marca de mil casos diários de covid-19

Coreia do Sul supera marca de mil casos diários de covid-19

Número foi registrado pela primeira vez no país e é considerado um recorde. Segundo dados oficiais, o número de mortos chegou a 580

Coreia do Sul registra mil casos num dia

Coreia do Sul registra mil casos num dia

Jeon Heon-Kyun - EFE/EPA 19.08.2020

A Coreia do Sul registrou neste domingo (13) o segundo recorde consecutivo no número de infectados diários com covid-19 e ultrapassou pela primeira vez a marca dos mil casos em 24 horas, segundo informações de fontes oficiais.

A Agência Coreana para Controle e Prevenção de Doenças (KDCA) informou que mais 1.030 pessoas foram infectadas nos últimos dias, chegando a um total de 42.766 casos. O recorde anterior, no sábado, era de 950 casos.

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A KDCA observou que, nas últimas horas, mais duas pessoas morreram por covid-19, elevando o número de vítimas para 580.

As autoridades anteciparam nas últimas horas a possibilidade de aplicar novas restrições sociais para impedir a expansão da Covid-19, que se somariam à que já estão em vigor em Seul e arredores.

Em reunião de emergência realizada neste domingo, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, disse que o país vive "a pior crise" desde a chegada do vírus, em janeiro, e que passa por um momento "crucial" na luta contra a pandemia.

"Não há para onde voltar", disse o presidente, em declarações reproduzidas pela agência "Yonhap". "São momentos de desespero em que o governo deve fazer todo o possível para evitar a disseminação do coronavírus", acrescentou.

Moon antecipou que se a situação seguir piorando, o governo estudará a possibilidade de recorrer ao nível máximo de restrições sociais, o terceiro, a partir do nível 2,5 que já está em vigor atualmente em Seul e arredores.

"Se não conseguirmos deter a propagação do vírus, teremos que pensar em elevar o esquema de distanciamento social ao nível 3", alertou.

Este nível 3 não implica um confinamento que tenha sido adotado em alguns países da Europa e nos Estados Unidos, mas visa restringir as atividades sociais e profissionais e envolve apenas aulas à distância e proibição de reuniões com mais de dez pessoas. 

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