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Internacional Coronavírus: Bolívia abre valas comuns após cemitérios colapsarem

Coronavírus: Bolívia abre valas comuns após cemitérios colapsarem

Vizinhos e pessoas que vivem próximo ao cemitério sentem dores de cabeça, garganta e dizem que o cheiro do crematório é nauseante

  • Internacional | Do R7, com Reuters e EFE

Vizinhos de cemitério colapsado protestam em Cochamba, na Bolívia

Vizinhos de cemitério colapsado protestam em Cochamba, na Bolívia

Jorge Ábrego/ EFE/ 03.07.2020

Valas comuns estão sendo escavadas nos cemitérios da Bolívia para enterrar o crescente número de mortos pelo coronavírus, despertando temores entre vizinhos dos locais sobre possível contaminação.

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O drama dos enterros tem ocorrido principalmente na cidade de Cochabamba, a terceira mais afetada pela covid-19 no país, que até o momento registra 1.200 mortos e mais de 35.500 casos do novo coronavírus.

No Cemitério-Geral da cidade, tratores e caminhões trabalham na abertura das valas comuns, enquanto familiares de vítimas aguardam para poder enterrar seus entes queridos.

"As mortes naturais foram enterradas, mas de covid, seja suspeita ou morte em análise... nenhum foi enterrado. Disseram que eram mais de 135", disse Raquel Loaiza, representante das casas funerárias de Cochabamba, na região central do país.

Vizinhos do cemitério de Cochabamba têm demonstrado preocupações a respeito das valas comuns, que acreditam que podem provocar contágios de coronavírus nos arredores do local.

"Não vamos permitir o crematório ou valas comuns, porque temos crianças, mulheres grávidas e adultos mais velhos", argumentou um dos vizinhos, que sustentou que as pessoas próximas ao cemitério sentem dores de cabeça, garganta e o cheiro do crematório é nauseante.

Em outros cemitérios da Bolívia também foram registradas imagens de filas de carros fúnebres esperando para entrar no necrotério, enquanto o país ainda não conseguiu disponibilizar um local específico para enterrar as vítimas de covid-19.

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