Coronavírus: França segue Itália e Espanha e decreta quarentena

Emmanuel Macron anuncia quarentena a partir desta terça-feira e diz que país está em "guerra sanitária" contra a doença, que não para de se espalhar

Galerias vazias em Paris serão uma visão comum a partir desta terça

Galerias vazias em Paris serão uma visão comum a partir desta terça

Yoan Valat / EPA - EFE - 16.3.2020

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (16) medidas que efetivamente colocam o país em quarentena contra o coronavírus, que não para de se espalhar, a exemplo do que já aconteceu na Itália e na Espanha.

A partir do meio-dia de terça-feira (17), não serão permitidas reuniões familiares nem de amigos e os deslocamentos serão restringidos, com exceção de motivos de trabalho, médicos ou para comprar alimentos. A medida deve durar por pelo menos 15 dias.

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"Estamos em guerra, em uma guerra sanitária. É claro que não lutamos contra um exército nem contra outra nação, mas o inimigo está aí, invisível e traiçoeiro, e avançando. Isso requer nossa mobilização geral", disse.

Ajuda econômica

A mobilização também será econômica, segundo Macron. O governo vai criar um Fundo de Solidariedade para ajudar os empresários e uma redução de encargos sobre folhas de pagamento, além de uma garantia estatal de 300 bilhões de euros (cerca de R$ 1,7 bilhão) para empréstimos pedidos pelas pequenas empresas.

"Nenhuma empresa será abandonada sob risco de quebrar", prometeu Macron em seu discurso.

O presidente francês anunciou também que um hospital militar de campanha será aberto nos próximos dias na região da Alsácia, no leste do país. Ele também vai colocar o exército para ajudar a transportar os pacientes das zonas mais afetadas, para reduzir a lotação dos hospitais.

Além disso, o governo anunciou que o segundo turno das eleições municipais, que estava marcado para o próximo domingo (22), será adiado, ainda sem prazo definido.