Coronavírus: Vietnã proíbe comércio de animais selvagens 

Ordem foi assinada pelo primeiro-ministro vietnamita, Nguyen Xuan Phuc, que pediu revisão das leis existentes e introdução de novas emendas

O pangolim, vendido em mercados ilegais, pode ter transmitido a covid-19 para humanos

O pangolim, vendido em mercados ilegais, pode ter transmitido a covid-19 para humanos

Wikipédia

O governo do Vietnã proibiu a importação e o comércio de animais selvagens e ordenou o fechamento ilegal dos mercados onde são vendidos, para evitar novas pandemias como a da covid-19.

A ordem foi assinada na quinta-feira (24) pelo primeiro-ministro vietnamita, Nguyen Xuan Phuc, com efeito imediato, e foi bem recebida pela organização ambiental WWF, que afirmou hoje em comunicado que "poderia indicar uma grande mudança de direção na conservação da natureza no Vietnã".

"Todos os cidadãos, especialmente os quadros (do Partido Comunista), funcionários públicos e suas famílias, serão proibidos de caçar, comercializar, transportar, matar e armazenar animais selvagens", afirmou a ordem do primeiro-ministro, conforme noticiado pelo portal de notícias estatal VGP.

Além disso, o governo ordenou às autoridades competentes que revejam as leis existentes e introduzam as emendas necessárias para controlar mais estritamente o comércio de animais selvagens.

Relação com a covid-19

A medida do governo surge em meio à pandemia global da covid-19, um vírus que pode ter tido origem em algum animal selvagem que entrou em contato com humanos em um mercado de animais vivos, generalizado no leste da Ásia — incluindo o Vietnã —, da cidade chinesa de Wuhan.

"A diretiva é uma resposta oportuna, reconhecendo a possível ameaça de uma futura pandemia se não forem tomadas medidas urgentes para enfrentar os fatores ambientais que estão causando o surgimento de doenças zoonóticas, onde caça, comércio e consumo de animais selvagens de alto risco desempenham um papel importante", observou o WWF.

Após o surto da pandemia de coronavírus, várias organizações ambientais, como o WWF, ou organizações de defesa de animais, como o PETA, pediram o fechamento dos mercados de animais vivos na Ásia.