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Internacional Covid-19 faz economia dos EUA encolher 32,9% no 2° trimestre

Covid-19 faz economia dos EUA encolher 32,9% no 2° trimestre

É a queda mais forte da produção desde que governo começou a registrar os dados em 1947, informou o Departamento do Comércio

Reuters
Novos surtos de coronavírus exigirão medidas que comprometem retomada

Novos surtos de coronavírus exigirão medidas que comprometem retomada

Reprodução/EFE/EPA/Cristobal Herrera

A economia dos Estados Unidos contraiu no segundo trimestre no ritmo mais acentuado desde a Grande Depressão, com a pandemia de covid-19 destruindo os gastos dos consumidores e das empresas. Analistas avaliam que a recuperação está sob ameaça por conta do ressurgimento dos casos de coronavírus.

O Produto Interno Bruto despencou 32,9% em taxa anualizada no trimestre passado, declínio mais forte da produção desde que o governo começou a registrar os dados em 1947, informou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira.

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A queda do PIB foi mais do que o triplo do declínio recorde anterior de 10% no segundo trimestre de 1958. A economia contraiu 5% no primeiro trimestre.

Economistas consultados pela Reuters projetavam recuo do PIB a uma taxa de 34,1% entre abril e junho.

Perdas maiores ocorreram em abril

A maior parte das perdas históricas nos dados do Produto Interno Bruto aconteceu em abril, quando a atividade quase parou depois que restaurantes, bares e fábricas foram fechados em meados de março para conter a disseminação do coronavírus.

Embora a atividade tenha acelerado a partir de maio, o ímpeto diminuiu em meio a um ressurgimento de novos casos da doença, especialmente nas densamente povoadas regiões Sul e Oeste.

Nestas regiões, autoridades estão fechando as empresas de novo ou dando uma pausa na reabertura. Isso reduziu as esperanças de uma forte recuperação do crescimento no terceiro trimestre.

Perspectivas não são boas

O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, reconheceu na quarta-feira (29) a desaceleração na atividade. O banco central dos EUA manteve a taxa de juros perto de zero e prometeu continuar injetando dinheiro na economia.

"As perspectivas não são muito boas. Os norte-americanos não estão se comportando bem em termos de distanciamento social, a taxa de infecção é inaceitavelmente alta e isso significa que o crescimento econômico não consegue ganhar força", disse Sung Won Sohn, professor de finanças e economia na Loyola Marymount University em Los Angeles.

A queda no PIB e a recuperação econômica fraca podem colocar pressão sobre a Casa Branca e o Congresso para fechar um segundo pacote de estímulo.

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