Covid: 75% dos menores de idade mortos nos EUA eram de minorias

Pesquisa do CDC mostra que 45% das vítimas eram hispânicos, 29% afro-americanos e 4% se identificavam como nativos americanos

Coronavírus atinge minorias com maior impacto

Coronavírus atinge minorias com maior impacto

Lucy Nicholson/Reuters - 9.9.2020

Cerca de 75% dos menores que morreram de covid-19 nos Estados Unidos pertenciam a minorias, como hispânicos, afro-americanos e nativos americanos, o que mostra uma mortalidade mais alta nessas comunidades, de acordo com um estudo publicado terça-feira (15) pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O número de 75% é especialmente alto quando você considera que hispânicos, afro-americanos e nativos americanos constituem 41% da população dos Estados Unidos.

O estudo mostra que pelo menos 391.814 indivíduos com menos de 21 anos (a maioridade nos EUA) contraíram a doença, enquanto 121 morreram entre fevereiro e julho, período coberto pelo relatório e o mais longo pesquisando a doença em crianças.

Dos menores falecidos, 45% eram hispânicos, 29% afro-americanos e 4% identificados como nativos americanos, de acordo com o relatório.

Na população adulta dos EUA, a covid-19 também atingiu os membros das minorias raciais e étnicas com mais força.

Um estudo do CDC de julho mostrou que os adultos de minorias hispânicas, afro-americanas e nativas americanas com menos de 65 anos têm duas vezes mais chances de morrer do vírus do que aqueles que se identificam como brancos.

Os números alertaram os democratas no Congresso, que atribuem o maior número de mortes a fatores estruturais, como o aumento da pobreza em que vivem as minorias, bem como o fato de que muitos desses cidadãos têm empregos que não podem ser desempenhados remotamente.