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Internacional Covid: China doará 100 milhões de doses a países em desenvolvimento

Covid: China doará 100 milhões de doses a países em desenvolvimento

Doações devem serão feitas até o fim de 2021; anuncio foi feito pelo presidente chinês Xi Jinping durante reunião do Brics

Agência EFE
Xi Jinping reforçou importância do Brics em reunião do bloco econômico

Xi Jinping reforçou importância do Brics em reunião do bloco econômico

Ann Wang/Reuters - 17.1.2020

O presidente da China, Xi Jinping, anunciou que o país doará 100 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 aos países em desenvolvimento antes do final deste ano, além das que já foram fornecidas ao mecanismo Covax para uma vacinação equitativa em todo o mundo.

Xi fez o anúncio na quinta-feira (9) durante a cúpula por videoconferência do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), informou nesta sexta-feira (10) a imprensa local. De acordo com dados oficiais do mês passado, a China forneceu 770 milhões de doses, a maioria por meio de exportações, para mais de 100 países no mundo, incluindo 18 nações latino-americanos.

A China não especificou quantas dessas doses de vacinas correspondem a doações, embora o diretor-geral de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, Wang Xiaolong, tenha garantido que são "dezenas de milhões".

Em 12 de julho, o programa Covax chegou a um acordo com as farmacêuticas chinesas Sinopharm e Sinovac para distribuir 110 milhões de doses globalmente até outubro e a possibilidade de mais 440 milhões no último trimestre de 2021 e no primeiro semestre de 2022. Além disso, a China se comprometeu a entregar US$ 100 milhões ao mecanismo Covax este ano.

Durante a cúpula do Brics, que foi organizada pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, Xi defendeu o "aprofundamento da cooperação" com o resto dos membros do grupo para "enfrentar desafios comuns", entre os quais ele mencionou as mudanças climáticas, a luta global contra a pandemia da covid-19 e a proteção da ordem global com base nas leis internacionais.

No campo econômico, Xi declarou que os Brics devem "promover o crescimento econômico baseado na inovação" que possa ser benéfico "para todos os países", apelando ao mesmo tempo aos outros líderes para que protejam a ordem multilateral de comércio promovida pela OMC (Organização Mundial do Comércio).

Embora a China, Rússia e Índia tenham interesses no país da Ásia Central, Xi Jinping não mencionou o Afeganistão em seu discurso, mas pediu aos membros do grupo que coordenassem suas posições sobre questões internacionais e regionais e fortaleçam sua cooperação no campo da segurança.

Narendra Modi e o presidente russo, Vladimir Putin, se referiram especificamente ao Afeganistão. De acordo com a mídia chinesa, Modi destacou que "o Afeganistão não deve se tornar uma ameaça ou fonte de narcotráfico e terrorismo para seus países vizinhos" e Putin declarou que resta saber como "a retirada das tropas americanas do Afeganistão afetará à segurança regional".

Xi, que receberá a reunião do próximo ano, expressou esperança de que o Brics adote uma cooperação com foco em resultados e que o grupo "recupere vitalidade e vigor".

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