Novo Coronavírus

Internacional Covid: Irlanda estuda punições para quem desrespeitar restrições

Covid: Irlanda estuda punições para quem desrespeitar restrições

País entrou em estado de alerta máximo após aumento de casos e decretou fechamento de lojas não essenciais e proibiu viagens e reuniões

  • Internacional | Da EFE

Irlanda estuda punições para quem desrespeitar medidas de restrição

Irlanda estuda punições para quem desrespeitar medidas de restrição

Jason Cairnduff/Reuters

O governo irlandês estuda nesta terça-feira (20) um pacote de medidas legislativas para impor sanções a quem violar o alerta máximo do plano contra a pandemia do novo coronavírus, que entrará em vigor na quinta-feira (22) e terá a duração de seis semanas.

O Executivo quer dotar as autoridades de instrumentos legais para, por exemplo, multar quem quebrar o confinamento e ultrapassar o limite de cinco quilômetros imposto para todas as atividades não essenciais.

Nessa área, os cidadãos só podem fazer exercício ou reunir-se com membros da mesma unidade familiar, sendo proibidas todas as reuniões sob o mesmo teto e visitas a outras casas.

As viagens são reservadas para quem realiza trabalhos essenciais, que agora incluem construção, diferente da regra vigente durante a primeira onda em março.

Aumento de casos

O sucesso das medidas de contenção do vírus depende do grau de adesão voluntária, objetivo que, segundo especialistas em saúde, fracassou.

A Equipe Nacional de Emergências de Saúde Pública (NPHET), que assessora o governo, informou na segunda-feira (20) que a incidência do covid-19 acumulada em 14 dias é de 262 casos por 100 mil habitantes.

Este indicador rondava os 33 casos no início de setembro e 90 no início de outubro, razão pela qual a NPHET solicitou há duas semanas a ativação do alerta máximo, recomendação que o governo irlandês ignorou pela primeira vez desde o início do pandemia.

As novas regras

O Executivo de Dublin, uma coalizão entre centristas, democratas-cristãos e verdes, finalmente decretou o nível cinco do plano contra o coronavírus com um confinamento que, segundo o primeiro-ministro Micheál Martin, é um "dos mais difíceis da Europa" .

Martin explicou que o governo vai rever o progresso feito em quatro semanas, com o objetivo de suspender progressivamente as restrições no final de novembro ou início de dezembro para dar uma folga à economia para o Natal.

Até lá, bares e restaurantes - que só poderão oferecer comida para entrega - e lojas não essenciais - incluindo cabeleireiros ou academias - ficarão fechados, mas as escolas e creches continuarão abertas.

Os últimos números oficiais divulgados na segunda-feira indicam que não foram registrados novos óbitos nas últimas 24 horas, o que deixou o número de óbitos em 1.852, enquanto 1.031 novas infecções foram detectadas, num total de 50.993.

Últimas