Novo Coronavírus

Internacional Covid: seis pessoas são presas no México por venderem vacina falsa 

Covid: seis pessoas são presas no México por venderem vacina falsa 

Doses eram vendidas por até R$ 10 mil no município mais rico do país; autoridades lembraram que vacina é distribuída de graça

  • Internacional | Da AFP

Vacina era vendida por até R$ 10 mil em município mais rico do país

Vacina era vendida por até R$ 10 mil em município mais rico do país

Pixabay

Pelo menos seis pessoas foram presas no estado mexicano de Nuevo León (norte) por vender uma vacina falsa contra a covid-19 a preços de até 2 mil dólares, cerca de R$ 10 mil, informaram as autoridades locais na quarta-feira (17).

Depois de receber uma denúncia, as autoridades policiais foram a uma casa na área metropolitana de Monterrey, onde encontraram falsas doses da vacina Pfizer/BioNTech e prenderam seis pessoas acusadas de vender a mercadoria.

"Temos evidências diretas de que é uma vacina fraudulenta (...) foi vendida por até 40 mil pesos", revelou Hugo López Gatell, subsecretário mexicano de Saúde, em uma entrevista coletiva.

Monterrey é a terceira maior cidade do país, sede de empresas transnacionais e lar de ricos empresários. O local onde a vacina falsa foi colocada, no subúrbio de San Nicolás de los Garza, é o município mais rico do país, segundo estatísticas oficiais.

A Comissão Federal de Proteção contra Riscos Sanitários, que regulamenta tudo relacionado à saúde, afirmou em nota que os produtos encontrados são de "origem duvidosa".

As autoridades sanitárias lembraram que no México nenhum indivíduo foi autorizado a comercializar a vacina contra a covid-19 e que o produto só é administrado gratuitamente pelo Ministério da Saúde.

O México começou a aplicar a vacina contra a covid-19 em 24 de dezembro, começando com o funcionários da saúde e um pequeno número de professores do leste do país. Desde a última segunda-feira, pessoas com mais de 65 anos começaram a ser vacinadas.

Até esta quarta-feira, o México registra 177.061 mortes por covid-19 e pouco mais de dois milhões de infecções.

Últimas