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Internacional Crematório boliviano oferece serviço grátis a famílias de vítimas

Crematório boliviano oferece serviço grátis a famílias de vítimas

Com número de casos subindo, famílias precisam peregrinar atrás de cemitérios para enterrar os mortos. Local está funcionando sem interrupções 

Funcionário do crematório em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia

Funcionário do crematório em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia

Juan Carlos Torrejón / EFE - 15.7.2020

Um crematório em Santa Cruz de La Sierra, a cidade da Bolívia mais atingida pelo coronavírus, oferece cremações gratuitas para ajudar famílias que não conseguem encontrar uma maneira de cremar ou enterrar seus mortos.

O aumento de casos do novo coronavírus gerou em cidades como Santa Cruz, a maior da Bolívia, saturação de cemitérios e crematórios, com famílias peregrinando com o caixão em busca de um local para enterrar ou incinerar os restos mortais de seus entes queridos.

Diante dessa situação, a prefeitura de Santa Cruz, cidade com mais de 1,5 milhão de habitantes, contratou um crematório na cidade para oferecer cremações gratuitas, a fim de aliviar essa situação.

Trabalho initerrupto

O resultado é que o local está funcionando sem interrupção, 24 horas por dia, parando apenas um dia por semana para a manutenção necessária, explicou à Agência Efe, Alexander Pérez, um de seus gerentes.

Pérez observou que, desde que iniciaram a oferecer esse serviço, em meados de junho, já ajudaram mais de 140 famílias, trabalhando três turnos por dia para atender a todos os pedidos possíveis.

A cada dia eles podem incinerar cerca de sete corpos, já que cada corpo requer entre duas e três horas no crematório, que agora funciona "100%", disse ele.

Além de não terem de pagar pelo serviço, as famílias também recebem uma urna funerária gratuita para as cinzas com os restos de seus entes queridos e o transporte do corpo do hospital, se necessário.

A Bolívia registra 50.867 casos confirmados e 1.898 mortes por covid-19, em um país com cerca de 11 milhões de habitantes, o que, segundo diferentes estudos, o coloca entre os mais afetados em termos de população.

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