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Internacional Crescem apelos por lockdown na Índia após alta de casos

Crescem apelos por lockdown na Índia após alta de casos

Especialistas dizem que números reais de infecções e mortes por covid no país podem ser muito maiores do que relatados

Reuters
Crescem apelos por lockdown na Índia após alta de casos

Crescem apelos por lockdown na Índia após alta de casos

Danish Siddiqui/Reuters - 6.5.2021

As infecções e mortes por coronavírus na Índia ficaram próximas de altas diárias recordes nesta segunda-feira (10), aumentando os apelos para que o governo do primeiro-ministro, Narendra Modi, adote um lockdown no segundo país mais populoso do mundo.

As 366.161 infecções novas e as 3.754 mortes relatadas pelo Ministério da Saúde ficaram um pouco abaixo de picos recentes, o que elevou os números da Índia para 22,66 milhões de casos e 246.116 fatalidades no momento em que os hospitais ficam sem oxigênio e leitos e os necrotérios e crematórios superlotam.

Especialistas dizem que as cifras reais da Índia podem ser muito maiores do que as relatadas.

O 1,47 milhão de exames de Covid-19 feitos no domingo representaram o menor número deste mês por ora, mostraram dados do Conselho Indiano de Pesquisa Médica estatal – a média diária dos primeiros oito dias de maio foi de 1,7 milhão.

A quantidade de exames positivos não ficou clara de imediato.

Muitos estados impuseram lockdowns rígidos nos últimos meses, e outros adotaram restrições à circulação e fecharam cinemas, restaurantes, pubs e shopping centers.

Mas é cada vez maior a pressão para Modi anunciar um lockdown de âmbito nacional, como ele fez durante a primeira onda de infecções no ano passado.

Ele enfrenta críticas por ter permitido enormes aglomerações em um festival religioso e por realizar grandes comícios eleitorais durante os dois últimos meses, apesar da disparada de casos.

"Um erro de governança de proporções épicas e históricas", disse Vipin Narang, professor de ciência política do Instituto de Tecnologia de Massachusetts dos Estados Unidos (MIT), no Twitter.

Sonia Gandhi, chefe do principal partido de oposição Congresso, culpou o governo por abdicar de sua responsabilidade deixando as vacinações a cargo dos Estados, noticiou a ANI, parceira da Reuters, no Twitter.

O Ministério da Saúde de Délhi disse que a cidade está ficando sem vacinas, tendo só de três a quatro dias de suprimentos do imunizante da AstraZeneca, fabricado pelo Instituto Serum da Índia e batizado de Covishield, noticiou o canal de notícias NDTV.

Até esta segunda-feira, a maior nação produtora de vacinas do mundo só havia vacinado 34,8 milhões de habitantes, ou cerca de 2,5% de sua população de aproximadamente 1,35 bilhão, mostram dados do governo.

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