Crianças cristãs na China sofrem bullying e proibição de praticar a fé

Jovem chinês filho de pastor revelou que Partido Comunista persegue famílias em diversos locais do país asiático

Pastor chegou a ser preso pelo governo chinês

Pastor chegou a ser preso pelo governo chinês

Thomas Peter/Reuters

Um paralelo evento do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, organizado pela Campanha do Jubileu, na segunda-feira (5), discutiu a proibição que crianças enfrentam para praticar a fé na China.

Um dos convidados foi um jovem cristão identificado apenas como Enoch, que revelou "uma difícil experiência" no país asiático.

A China proíbe menores de idade de participar de eventos religiosos. Em muitas províncias, há perseguição, repressão e bullying.

Enoch, cujo pai era pastor, disse que toda a família era monitorada pelo Partido Comunista Chinês. Eles não podiam frequentar a igreja junto. Além disso, o jovem e os irmãos tinham que manter silêncio sobre sua religião na escola.

"Tínhamos que acreditar apenas no Partido Comunista Chinês. Se nossa filiação religiosa fosse descoberta, éramos punidos", disse.

O pai dele chegou a ser preso pelo governo chinês, enquanto o jovem era hostilizado e ameaçado pelos colegas na escola.

Fora da China, mas sem dizer onde vive, Enoch declarou que agora está "muito orgulhoso de ser cristão", mas lamentou por muitas famílias cristãs que ainda vivem sob medo no seu país de origem.