Novo Coronavírus

Internacional Cuba e Rússia querem reforçar associação estratégica

Cuba e Rússia querem reforçar associação estratégica

Conversa entre os líderes dos dois países nesta-terça-feira (20) visou também uma cooperação na luta contra a covid-19

Putin e Miguel Díaz fizeram uma reunião nesta terça-feira (20)

Putin e Miguel Díaz fizeram uma reunião nesta terça-feira (20)

Ariel LEY / ACN / AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, conversou nesta terça-feira (20) por telefone com Miguel Díaz-Canel, recém-eleito líder do Partido Comunista de Cuba, para reforçar a associação estratégica entre os dois países e cooperar na luta contra a covid-19. A conversa aconteceu um dia depois de Raúl Castro se retirar como máxima autoridade cubana e ceder a liderança do partido a Díaz-Canel.

Os dois presidentes "confirmaram a disposição mútua de reforçar sua associação estratégica, bem como de coordenar os esforços na luta contra a covid-19, informou a chancelaria russa, em mensagem compartilhada por sua embaixada em Havana.

Mais cedo, o Kremlin divulgou um comunicado em que Putin cumprimenta Díaz-Canel por seu novo cargo e se pronuncia pelo desenvolvimento de "um diálogo bilateral construtivo e uma cooperação mutuamente benéfica" entre os dois países.

O reforço da relação com a Rússia contrasta com o distanciamento dos Estados Unidos, apesar de, antes de deixar o comando, Raúl Castro ter convocado Washington a um "diálogo respeitoso, sem renunciar aos princípios da Revolução e do socialismo".

A Casa Branca indicou recentemente que Cuba não é uma prioridade, após quatro anos de duras sanções contra a ilha impostas pelo ex-presidente Donald Trump. "Diz-se que Cuba não é uma prioridade para os Estados Unidos. Como nação soberana, não teria por que sê-lo. Valeria a pena questionar: por que, então, existem legislações cujo propósito é agredir e tentar controlar o destino de Cuba?", indagou Díaz-Canel, em seu primeiro discurso como líder máximo cubano.

Com uma forte escassez e longas filas para obter alimentos, Cuba está mergulhada em uma crise econômica agravada pela pandemia, que causou uma queda econômica de 11% em 2020.

Últimas