Curdos recuperam controle de 14 povos na Síria após choques com o Estado Islâmico

Unidades de Proteção do Povo Curdo estão apresentando dura oposição aos avanços do EI

Combatente curdo aparece em um dos locais recuperados na vila de Barznki
Combatente curdo aparece em um dos locais recuperados na vila de Barznki REUTERS/Ahmed Jadallah

Combatentes curdos sírios recuperaram o controle de 14 povos da Província setentrional de Al Hasaka na Síria após choques com o grupo jihadista EI (Estado Islâmico), informou nesta segunda-feira (15) a milícia Unidades de Proteção do Povo Curdo.

Em comunicado divulgado em seu site, esta força curdo-síria explicou que seus milicianos iniciaram em 13 de setembro uma operação contra os "terroristas", em referência ao EI, que ameaçavam tomar a cidade de Qameshli, e desde então retomaram o domínio de 14 locais.

Atualmente, os choques entre os dois grupos prosseguem nas imediações das povoações de Un al Kasaib e Sharumuj. O Observatório Sírio de Direitos Humanos confirmou estas informações.

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Durante o domingo (14), pelo menos 22 pessoas morreram, entre elas oito menores, em um ataque contra os povos de Tal Khalil e Hayía, em Al Hasaka.

A autoria do ataque é ainda confusa, já que enquanto a Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança política opositora, acusa as Unidades de Proteção do Povo Curdo, algo que a milícia rejeita categoricamente e culpa os jihadistas.

Os curdos da Síria se concentram, sobretudo, na Província de Al Hasaka, no nordeste do país, e nas regiões de Afrin e de Ain al Arab, também denominada Kobani, em Aleppo, no norte, e supõem 9% da população do país.

As Unidades de Proteção do Povo Curdo são uma das milícias que estão apresentando a oposição mais dura no território sírio aos avanços do EI, que proclamou um califado em junho no Iraque e Síria.

Precisamente hoje, 30 Estados se comprometeram em Paris a apoiar o Iraque na luta contra o EI com todos os meios possíveis, incluídos os militares, mas não mencionaram o caso sírio.