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Internacional Defesa de Trump diz que impeachment é 'inconstitucional'

Defesa de Trump diz que impeachment é 'inconstitucional'

Advogados também afirmaram que Trump não incitou insurreição e que usou de sua 'liberdade de expressão' em discurso

Defesa de Trump diz que processo de impeachment é inconstitucional

Defesa de Trump diz que processo de impeachment é inconstitucional

Carlos Barria/Reuters - 20.1.2020

Os advogados do ex-presidente Donald Trump depositaram sua defesa no processo de impeachment no Senado na quarta-feira (3) e afirmaram que a ação "é inconstitucional" porque o poder legislativo não tem mais "nenhuma jurisdição" sobre o republicano.

Os defensores ainda pontuaram que o artigo do impeachment que cita a "incitação à insurreição" na invasão do Capitólio do dia 6 de janeiro "está errado" porque há uma interpretação equivocada da liberdade de expressão.

Isso porque, segundo os advogados, Trump estava usando seu direito constitucional de falar ao público e não incitou a invasão do local, apenas "defendeu a necessidade de lutar pela segurança eleitoral".

No entanto, naquele dia, o então presidente ordenou que seus seguidores "marchassem até o Capitólio" para pressionar os parlamentares, que iriam validar os votos da disputa presidencial que deu a vitória para Joe Biden.

O grupo invadiu o prédio federal em ação que deixou cinco mortos, além de provocar o suicídio de dois agentes que faziam a segurança e de um acusado de crimes federais.

No entanto, os democratas apresentaram formalmente as acusações contra o ex-mandatário e acusaram-no de cometer "uma traição de proporções históricas".

"Ele colocou em perigo a vida de todos os membros do Congresso instigando os apoiadores à revolta e apontando-os como um canhão contra o Capitólio. Ele também ameaçou o sistema constitucional que protege as liberdades fundamentais, comprometeu uma transferência pacífica de poder e comprometeu a segurança nacional", diz o texto.

O segundo processo de impeachment contra Trump, fato inédito na história norte-americana, foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 13 de janeiro - uma semana antes do republicano deixar o poder.

Apesar da ação ter sido aberta no Senado, onde há 50 senadores de cada partido, é muito difícil que ele seja aprovado, já que serão necessários os votos de todos os democratas e de mais 16 republicanos - até o momento, apenas cinco disseram que votarão contra o ex-presidente.

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