"É uma marcha suicida", diz Trump sobre processo de impeachment

Trump discursou em um comício da sua campanha de reeleição no estado americano do Michigan, enquanto o processo de impeachment era aprovado

Donald Trump fala para apoiadores em comício no estado americano do Michigan

Donald Trump fala para apoiadores em comício no estado americano do Michigan

REUTERS/Leah Millis

Donald Trump condenou o processo de impeachment aprovado contra ele nesta quarta-feira (19) nos EUA.  "Esse impeachment partidário e sem lei é uma marcha suicida política para o Partido Democrata", disse ele em um comício da sua campanha de reeleição no estado americano do Michigan.

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Michigan, inclusive, foi o estado que ajudou a levá-lo à vitória em 2016, Trump expressou orgulho de que os republicanos na Casa estejam unidos em oposição ao impeachment e que três democratas também tenham votado contra.

Durante o evento, o presidente americano também assegurou que os republicanos no Senado o salvariam de ser deposto do cargo e criticou a condução do processo feito pelos democratas na Câmara dos Deputados dos EUA.

Ele disse ainda que a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e os democratas se deram uma "marca eterna de vergonha" e que dezenas de milhões de pessoas aparecerão no próximo ano para derrubar o controle democrata da Casa e "colocar Pelosi no inferno".

"São eles que devem ser acusados, todos eles", disse ele sobre os democratas. A manifestação foi um local conveniente para Trump abordar o assunto em questão e deixar a retórica voar. O evento foi agendado para acontecer no dia da votação da abertura do processo de impeachment pelos deputados americanos.

Os comentários do presidente americano, inclusive, ocorreram quando a Câmara começou a votar, criando uma imagem dramática em tela dividida para quem acompanhava o comício e as notícias pela televisão.

Logo após o anúncio do processo, a secretária de imprensa da Casa Branca, Stephanie Grisham, divulgou um comunicado expressando confiança de que Trump seria totalmente afastado das acusações..

Nos dias que antecederam a votação, segundo a Reuters, Trump foi descrito por assessores e consultores como insatisfeito com o imbróglio do impeachment, mas sentindo que isso fornecerá alguns dividendos políticos ao celebrar acordos comerciais com a China, o México e o Canadá que devem impulsionar a economia dos EUA.