Internacional EI reivindica ataque a complexo turístico nas Filipinas

EI reivindica ataque a complexo turístico nas Filipinas

Polícia, porém, diz que não há nenhum indício de que tiroteio tenha sido ato de terrorismo

  • Internacional | Da Ansa

Imagens divulgadas no Twitter mostram movimentação perto do local onde foram ouvidas explosões

Imagens divulgadas no Twitter mostram movimentação perto do local onde foram ouvidas explosões

Reprodução/Twitter

Tiros e explosões foram ouvidos no centro turístico Resorts World Manila, em Manila, capital das Filipinas, nesta quinta-feira (1º). Ainda não há informações sobre mortos e feridos.

O local abriga hotéis, shopping, cinema, cassino e diversos restaurantes e fica a poucos metros do Aeroporto Internacional Ninoy Aquino, o principal do país asiático.

Segundo uma testemunha entrevistada pela "CNN", um homem mascarado estava no segundo andar de um dos hotéis e disparou contra hóspedes e funcionários.

No Twitter, Rita Katz, diretora do portal de contraterrorismo "Site", publicou que um braço filipino do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou o suposto ataque, realizado por "lobos solitários soldados do califado". A polícia das Filipinas, porém, afirmou que não há nenhum indício de que o tiroteio tenha sido um ato de terrorismo.

Ao longo das últimas semanas, as Filipinas vêm travando uma guerra contra o Grupo Maute, facção do EI no país, pelo controle de Marawi, cidade situada na ilha meridional de Mindanau, a mais de 1,2 mil quilômetros de Manila.

Para tentar controlar os jihadistas, o governo decretou lei marcial, quando o poder civil é submetido a uma autoridade militar, em toda a ilha de Mindanau, incluindo Marawi, uma cidade de 200 mil habitantes e majoritariamente muçulmana.

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, vem tentando implantar uma política "linha dura" não apenas contra o tráfico de drogas, mas também contra o terrorismo. A guerra pelo controle de Marawi já provocou o deslocamento de pelo menos 70 mil moradores e mais de 100 mortes.

O avanço dos jihadistas coincide com o início do Ramadã, o mês sagrado do Islã, que começou no último sábado (27). 

Veja imagens das primeiras vítimas sendo socorridas:

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