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Internacional Elefante que se separou de manada na China é devolvido para casa

Elefante que se separou de manada na China é devolvido para casa

Macho faz parte de grupo de animais que percorreu mais de 500 quilômetros de uma reserva natural e destruiu plantações

AFP

China Daily via REUTERS - 16.6.2021

Um elefante solitário que se separou de uma manada em marcha pelo sul da China foi capturado e devolvido à reserva natural de origem - informaram as autoridades, na última reviravolta de uma viagem que causou caos e cativou as redes sociais do país.

O macho fazia parte de uma manada de elefantes asiáticos que percorreu mais de 500 quilômetros de uma reserva natural, em uma das mais extensas migrações de sua espécie na China. 

Desde que começaram sua trajetória na primavera boreal do ano passado (outono no Brasil), os elefantes destruíram negócios e pisotearam plantações estimadas em pelo menos US$ 1 milhão., cerca de R$5 milhões. Milhares de moradores foram retirados de seu caminho. 

Este macho de dez anos se separou do grupo há um mês. 

Na quarta-feira (7), este paquiderme de 1,8 tonelada foi mobilizado com tranquilizantes e levado para a Reserva Natural Nacional de Xishuangbanna, na fronteira com o Laos, informou o Departamento de Vida Silvestre da província de Yunnan. 

Não foram divulgados detalhes de seu transporte para a reserva, a 530 km de distância.

Depois de ser solto na reserva, a televisão estatal CCTV mostrou o animal buscando alimento entre a folhagem verde, antes de se banhar em um rio.

Os elefantes machos geralmente abandonam o manada de suas mães para viverem sozinhos, ou em grupos pequenos com outros machos ao alcançarem a maturidade sexual.

Os cientistas não conseguem explicar o que motivou os elefantes a deixarem seu lar na reserva de Xishuangbanna. 

Sua longa marcha evidenciou, no entanto, a perda de seu hábitat e os desafios de conservação enfrentados pelos elefantes, em um dos poucos lugares do mundo onde o número de exemplares tem aumentado. 

O número de elefantes selvagens na China dobrou para mais de 300 nas últimas três décadas, mas seus hábitats se reduziram em dois terços no mesmo período.

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